Superman em ritmo de azaração total! – Parte 2 – Dolores Rivera

Olá novamente! O CnC-BR orgulhosamente traz para vocês um novo capítulo bafônico da vida amorosa do super-varão mais garanhão do mundo das HQs, Superman está de volta e em sua fase mais macho(xô), a Era de Ouro das HQs.

Na primeira parte desse especial, publicado em 27 de Agosto de 2012 (Nota do Editor: Isso que o Gordo lazarento prometeu um artigo dessa série por semana.  Viva a periodicidade do CnC \o/), acompanhamos alguns dos enlaces mais bizarros do Azulão, com a atriz alienígena Lyla Lerrol, a sua atuação em um filme pornô com a Grande Barda e por fim um conto-putaria que envolvia o Homem de Aço traçando a Satúrnia da Legião de Super-Heróis, seguida da alienígina Luma Lynai, sósia da Supergirl e até a própria garota de aço, Linda Lee, que foi vítima do apetite insaciável de seu primo kryptoniano.

Nessa edição, Kal El volta sua piroca de aço para a América do Sul e traz a vocês um conto com a mulher que conseguiu deixar Lois Lane e Lana Lang trabalhadas no recalque. Estamos falando de …

Dolores Rivera

… quem? Exato. Dolores foi a co-protagonista da revista Superman #185, primeira série, em história escrita por Leo Dorfman e ilustrada por Jim Mooney. Aqui no Brasil saiu como parte da revista Super-Homem (Bi), número 21. Não, o Bi não significa que Azulão curtia também a bundinha ruiva de Jimmie Olsen, apesar de isso ter ficado implícito em várias histórias dessa mesma época, Bi era a denominação que a Ebal dava às revistas bimestrais que vinham com mais páginas. Foi nessa edição que presenciamos Superman sendo o alvo de um empresário milionário sul-americano (oi?) que o julgava o candidato perfeito a se casar com sua bem fornida e mimada filha, Dolores Rivera.

Papai

A história começa com Superman curtindo mais um dia muito louco em sua Fortaleza da Solidão, alternando-se entre uma partida de super-xadrez com um dos seus robôs-sósias, construído pelo próprio herói, que nessa época também atacava de Professor Pardal, e momentos de confraternização com a galera mucho doidja de Kandor, um grupo de sósias do herói e de seus amigos Perry White, Jimmy Olsen e Miriam Lane (sim, no Brasil da época das figurinhas do Zequinha e dos chocolates Marabá, ninguém a conhecia por Lois), que eventualmente saíam da Fortaleza para Metrópolis para dar uma ajudinha ao herói e seus amigos.

Enquanto isso no Planeta Diário, o intrépido repórter Clark Kent recebe de Perry White a incrível missão de cobrir a chegada do poderoso Senhor Rivera e sua caprichosa filha Dolores, uma espécie de Paris Hilton da época:

Nada como a sutileza dos diálogos da Era de Ouro…

Papai Rivera promove então uma festa do “balacobaco” e tenta contratar Superman para uma presença VIP, mas quem aparece é o repórter Kent, por quem Dolores, misteriosamente, demonstra-se muito mais interessada (e como sempre sem se tocar da pequena semelhança física dele com o herói de Krypton). Mas Clark, cuja auto-estima é infinitamente inferior à de sua identidade alienígena não bota fé que aquela mulher rykah e poderosa poderia se interessar por ele.

O pai de Dolores, já perdendo a esperança de conseguir acesso ao seu futuro super-genro vislumbra uma oportunidade de ouro:

As mulheres perdem a cabeça para estar ao lado do Azulão-Garanhudo.
Claro que ao bonde das invejosas só resta a lamúria, quem mandou não garantir os seus “cupões”?

Obviamente que Superman da Era de Ouro não podia abrir mão de proteger o mundo e salvar vidas para ser o “escort” de alguma senhora rica por uma semana inteira, mesmo essa pessoa tendo condições de pagar a fortuna de trinta mil cruzeiros novos pela sua companhia….

… na verdade ele podia. O que aparentemente ele não dava era para deixar de viver como Clark Kent durante aquela semana, e pensando nisso ele utiliza um de seus muitos poderes cósmicos e fenomenais da Era mais criativa dos quadrinhos, o superventriloquismo, para poder continuar dando um trato na ricaça, enquanto clama um de seus super-sósias-robôs para atuar como sua contra-parte humana em aparições públicas.

O que o Azulão não previa, era que as habilidades pegadouras de seu brinquedinho eram muito mais avançadas que a de um kriptnoniano naturalizado terráqueo.

E nesse clímax cheio de tensão acaba a primeira parte da história…

A semana continuou para Dolores e seu super-gigolô, que tentava impresioná-la com seu super dote… artístico.

Nesse ponto até a inveja de Lana e Lois já tinha passado, e Dolores agora era considerada uma “parada”.

Porém XM21, o robô revoltado de Clark entra em jogo e resolve conquistar sua amada à força, sim, de alguma maneira o amontoado de latas e circuitos havia desenvolvido super-força e era páreo duro para o Escoteirão.

O ferroso então oferece um casaco à Dolores, coisa que o verdadeiro Superman nunca fez para uma dama em 70 anos de HQs, e a leva para voar em outras bandas.

Nesse momento eu achei que tinha perdido alguma página da revista, mas não, ela era assim mesmo, do nada pulamos para uma outra cena onde XM21 conversa com Dolores pelo telefone, combinando um novo encontro, porém Superman capta a conversa com sua super-audição e dá um xô, chispa, passa, no seu robô, que o ameaça de forma amendrontadora. #memijei

Superman então coloca a decepcionada Dolores em seu braço e a leva para conhecer a sua Fortaleza .

Lá chegando, Dolores se encontra com XM21, que na verdade se revela um habitante de Kandor , chamado Vol-Don, foragido da garrafa. Romântico incurável, Vol convida Dol pra se mudar com ele pra viver de amor e radiação solar, mas ela refuta, preferindo os bens materiais ao amor verdadeiro.

Superman então desvenda a trama toda, Vol-Don havia tomado o lugar do robô XM21 que havia queimado a pestana, e o Kandoriano explica a Superman como tudo aconteceu…

…só que ninguém lembra de contar para os leitores.

E assim chega ao fim mais um conto erótico-amoroso do alienígena mais xoxoteiro das galáxias. Tudo acaba bem quando termina bem, Vol-Don faz as pazes com Kal-El, é reduzido novamente e utilizando um mini-para-quedas é enviado para sua cidade engarrafada, onde um dia, conhecerá alguém que realmente valorize as suas qualidade românticas e sua educação para com as moças.

PS. Para nos despedirmos em grande estilo, uma propaganda peculiar da época da publicaçao da história no Brasil.

 

Agradecimento especial ao colecionador Mário Nogueira Neto por ter permitido acesso à essa edição rara de sua coleção particular.