Donna Troy é re-introduzida (ui!) nos quadrinhos da DC Comics – SPOILER

!!! SPOILERS!!!

Se você acompanha os quadrinhos da DC Comics, seja aqui pelo Brasil ou pelas edições norte-americanas e ainda não teve a oportunidade de ler a edição número 37 da revista Wonder Woman, agora comandada pelo fraco time criativo de Meredith e David Finch (sim eles são marido e mulher), não prossiga com essa leitura.

Desde que a grotesca iniciativa dos Novos 52 foi lançada há 3 anos atrás, muitos leitores ficaram órfãos de vários de seus personagens preferidos, que não tinham sido elegíveis a ganhar uma releitura anos 90 e foram limados desse novo universo. Dentre os excluídos estavam Renee Montoya, a Mulher Gavião, a Caçadora e muitos outros que os leitores chorosos da internet reclamavam os seus retornos aos quadrinhos da editora. Ao menos no caso de Donna Troy eles já já podem parar de derramar lágrimas, pois ela acaba de voltar (nua em pelo e com ombro masculinizado) ao panteão da DC Comics, confira na imagem abaixo. Essa história deve ser publicada aqui no Brasil lá pela metade do ano que vem somente, então não vou entrar em detalhes de como ela voltou e por que.

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Uma versão da personagem já tinha sido escalada também para aparecer na mini-série Multiversity, de Grant Morrison. Confira abaixo um esboço do seu novo visual pelas mãos de Ben Oliver

Donna Troy, na sua versão original, foi criada por Bob Haney e Bruno Premiani e sua primeira aparição se deu na revista The Brave and the Bold número 1 de 1965.  Donna havia sido criada inicialmente para ser uma versão mais jovem de Diana, a Mulher Maravilha, tudo devido aos problemas causados ao mercado de quadrinhos graças à publicação do livro A Sedução do Inocente de Fredric Wertham. Devido a toda a onda conservadora que se iniciou a partir daí, os editores sentiram-se obrigados a afastar da personagem qualquer indício de lesbianismo e para tanto eles tentaram explorar diversas versões da Maravilha de forma a criar uma linha familiar para ela nos moldes da Família Superman, composta por Superman, Supergirl, Superboy e um panteão de personagens idiotas. Inexplicavelmente, a personagem veio a reaparecer no número 123 do título solo da Mulher Maravilha, mas dessa vez de maneira independente, não mais como uma jovem Diana, mas sim sua irmã mais nova, que inicialmente carregava a alcunha de Moça Maravilha. Tempos depois ela passou a fazer parte dos Novos Titãs onde finalmente teve sua origem criada por Marv Wolfman e o imortal Gil Kane. A heroína já adotou diversas identidades ao longo do tempo, dentre elas Darkstar e a mais conhecida, Tróia.
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