Escape Dead Island – Review

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A franquia Dead Island chegou de mansinho mas está cada vez mais expandindo seu escopo. Além do primeiro game, sua seqüência Riptide e o recém anunciado Dead Island 2, a franquia também ganhou mais dois derivados recentemente: Dead Island Epidemic, um MMO nos moldes de Diablo; e Escape Dead Island, um third person shooter que funciona como prequel para o vindouro segundo game.

Em Escape Dead Island você joga como Cliff Calo, playboyzinho do caralho, filho de um proeminente executivo da área de comunicações, que quer provar pro papaizinho que ele não é só um bosta qualquer e pode ser um bom jornalista. Com isso, ele junta dois amigos Bazingueiros e vai para a ilha de Banoi cobrir os rumores de uma epidemia zumbi. Muito esperto.

É óbvio que dá merda e eles acabam presos na ilha, tendo que se virar contra as hordas de desmortos.

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Quando peguei Escape Dead Island pra jogar, admito que fiquei com um pé atrás, pois o game foi MASSACRADO pelas críticas ditas especializadas. Mas não é que eu acabei me surpreendendo?

Talvez a razão de toda essa animosidade seja pelo fato do game ter recebido tratamento (e preço) de game AAA, lançado em mídia física e tudo mais. Tivesse o game tido lançado apenas por meio digital (Steam / PSN / Live) e com preço um pouco mais acessível, tenho certeza que o feedback teria sido mais positivo.

Afinal de contas, não é um game AAA: ele funciona como um ‘mid-season’ entre os Dead Islands 1 e 2, para introduzir personagens e contextos à trama, e suas narrativas e jogabilidade totalmente lineares não trazem nada de memorável. Isto posto, Escape Dead Island é um jogo EXTREMAMENTE divertido e descompromissado. É uma ótima opção se você quer gastar um tempo matando zumbis, sem se preocupar em subir de nível, desbloquear upgrades, camelar por mapas gigantes e ter horas e horas de gameplay pra desbloquear tudo.

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Os gráficos não são lá essa Coca-Cola toda (visto que são oriundos da geração passada), mas o estilo cell shading é uma ótima saída para “disfarçar” os defeitos. A jogabilidade é um tanto truncada (principalmente para combos), mas não chega a incomodar nem ser frustrante. A trilha sonora está Ok e dá conta do recado, bem como a atuação de voz. O fato de você estar ali fazendo um registro fotográfico também adiciona uma dimensão a mais no jogo.

Aliás, ponto extremamente positivo para a trama no desenvolvimento do protagonista Cliff, que literalmente vai despirocando e tendo alucinações durante a aventura, e deixa um “cliffhanger” enorme para o próximo game da série.

Provavelmente o grande defeito de Escape Dead Island é se perder com a própria simplicidade: não tem muitas opções de armas e acessórios; o menu é praticamente “pelado”, você não consegue nem ter acesso à uma lista de colecionáveis pra saber o que falta; e, claro, a falta de refino na parte da ação.

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Enfim, Escape Dead Island é um simpático e divertido game de zumbis, se você quer um passatempo sem maiores pretensões ou simplesmente quer conhecer mais do “universo expandido” de DI. Não vale seu preço cheio, mas em um balaio de promoção eu não pensaria duas vezes!

O game está disponível para PC, Xbox 360 e Pleisteixo 3.

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