Fairy Fencer F – Review

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Todo mundo sabe (ou não) da predileção de 3 entre 4 CNCs pelos jRPGs. E o Balão está sempre atrás de um jRPG da nova geração que come um filé com popozão que faça jus ao legado dos jogos da chamada “Era de Ouro” dos jRPGs como Chrono Trigger, Final Fantasy VI, entre outros.

Fairy Fencer F foi um lançamento da Compile Heart (produtora relativamente conhecida no Japão), e contava com uma equipe de peso: Yoshitaka Amano na arte conceitual, Nobuo Uematsu como co-compositor, Tsunako como character designer, Toshiki Inoue como roteirista e o time de Hyperdimension Neptunia (outra prata da casa) como parte do time de desenvolvimento.

Infelizmente, o game foi lançado em 2013 apenas para o PS3. Mês passado o game (felizmente) ganhou uma versão para PC, que estava barateza no Steam (cerca de 25 reais). Óbvio que fui conferir. E aí, valeu a pena?

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História

Desde os tempos mais primórdios, o caralho tá aí existe um conflito entre uma Deusa genérica e um Deus malvadão qualquer aí. Eles criaram uma caralhada de armas especiais para esse embate, conhecidas como “Furies”, que nada mais são do que armas personificadas na forma de fadinhas. Eventualmente, os deuses foram selados, mas o poder das Furies continuaram pelo mundo. Guerreiros que empunham essas armas são conhecidos como “Fencers” e vivem numa treta maligna para tentar ressucitar a Deusa e evitar que o selo do Deus Malvadão seja rompido. Nesse contexto, você entra na pele (ui!) de Fang, um sujeito folgado que acaba adquirindo uma Fury meio que sem querer e cai no meio dessa treta toda.

Nada original né? Apesar do tema mais manjado que a rabujice do Mamika, a história é extremamente bem executada, envolvendo até uma viagem temporal no meio da trama e realidades alternativos. Isso, aliado ao carisma dos personagens de olhos esbugalhados, ajudam você a ficar sempre na expectativa do que virá a seguir.

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Personagens

Um ponto forte dos jRPGs sempre foram seus personagens, sempre engraçados e carismáticos. E em Fairy Fencer não é diferente. Apesar que novamente os estereótipos rolam soltos: Temos Fang, o protagonista folgado e esfomeado; Eryn, a fadinha ingênua e inocente; Tiara, a protagonista feminina patricinha e delicada; Harley, a peituda espalhafatosa; Galdo, o coadjuvante fanfarrão; Sherman, o certinho; e por aí vai…

Como é um jogo japonês (e da Compile Heart ainda por cima) pode esperar pelo “fan-service” (que o Mamika diz que não gosta, mas aposto que bate umas punhetas escondido vendo hentai fap fap fap). Sim, Fairy Fencer é daqueles jogos que tem um DLC só de trajes de banho para os personagens. Apesar de tudo, o fan-service não vem em quantidades exageradas, não é daqueles jogo que dá vergonha de jogar na sala de estar.

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Jogabilidade

Só tenho uma coisa a declarar: Batalha por turnos! YAY! Só com isso o game já ganha alguns pontinhos. Na verdade o combate possui alguns aspectos de estratégia (i.e. se movimentar pelo campo de batalha), mas tudo extremamente fluido e dinâmico. O sistema de combos também ajuda bastante. É um dos melhores combates que vi em um jRPG nos últimos tempos, sem sombra de dúvidas!

O sistema de jogo em si pode ficar confuso, com uma quantidade imensa de menus, skills, upgrades e Furies que podem assustar quem não está acostumado com esse tipo de jogo. Mas nada que algums horas de jogatina não resolvam

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Trilha Sonora

Bom, se tem o dedinho do Nobuo Uematsu você sabe que vem coisa boa. E a trilha sonora de FFF realmente é um show à parte. Desde a musica dos cenários até o j-POP que embala a sua transformação “Fairize” nas batalhas, você se sentirá um virjão de 30 anos de tão empolgado que vai ficar com as “musguinhas”.

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Dificuldade

À primeira vista, FFF não é um jogo difícil. Mas lembre que eu falei que em certo momento no jogo você volta no tempo? Então. Parece que é aí que o bagulho desanda. Porque a dificuldade do game aumenta AGRESSIVAMENTE. O que não é ruim, dá uma nova dimensão ao desafio do game. Depois que você “zera” também habilita o modo New Game +, com algumas dungeons e chefes adicionais que vão testar sua habilidade (e paciência).

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Veredito

Fairy Fencer F está longe de ser um jogo “do Oscar”. Na verdade, ele se enquadra muito mais na categoria “prazer culpado”, com seus clichês, história e missões manjadíssimas. Mas quem se importa? Ele é um jRPG divertidíssimo, dinâmico e cheio de coisa para fazer!

Em tempo: uma continuação já foi anunciada na Tokyo Game Show deste ano, trata-se Fairy Fencer F: Advent Dark Force. Inicialmente exclusivo para o PS4, o game deverá sair ainda este ano no Japão, mas sem data para chegar na MURIKA. Comprarei com certeza!

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