Dragon’s Dogma Dark Arisen – Review

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[Review atualizado em 19/12/2016 para a versão da Steam]

Fala bandebicha! Em meados de 2012, a Capcom lançou seu RPG enlatado ocidental, Dragon’s Dogma. Pouco mais de um ano depois, ela deu uma recauchutada no game, adiciona uma expansão chamada ‘Dark Arisen’ e relança o jogo como se nada tivesse acontecido.

‘Safadeza da Capcom’? A princípio também achei que era uma forma safada de ganhar mais dinheiro em cima sem muito esforço, a exemplo do que já fizeram com as séries Street Fighter e Resident Evil.

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Mas na verdade não foi bem assim: primeiro porque a expansão Dark Arisen, além de trazer novas classes, items e etc, traz ainda uma dungeon enorme e extremamente desafiadora, capaz de deixar até o mais viciado jogador de RPG (tipo eu) de cabelos em pé. O gordo só não ficou de cabelo em pé porque, bem, vocês sabem…

E segundo, porque em seu primeiro lançamento Dragon’s Dogma teve a ingrata tarefa de competir com concorrentes pesos-pesados, como Diablo 3 e Mass Effect 3. Ou seja, o lançamento do jogo ficou bem apagado. Então dessa vez até perdôo a safadeza da Capcom, ela veio em muito boa hora, e também ajudou a apagar a injustiça do passado.

Agora, em pleno século 2k16, a dona Capcom vem corrigir uma outra injustiça: o game ganhou (finalmente) uma versão para o PC!

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Dragon’s Dogma mostra um melhor desempenho no PC, tanto na qualidade dos gráficos e texturas (contando com upscaling pra 4k), quanto na performance do game. Mas se você é pobre como eu, isso não vai fazedr muita diferença. Apesar de ser um título de 2012, seus gráficos envelheceram bem, de modo que você nem sente que está jogando um game de 4 anos atrás.

Os cenários receberam um belo upgrade, principalmente na parte da iluminação. Claro que não dá pra fazer milagres ou mudanças drásticas nos gráficos da geração passada, mas a melhora é notável. O jogo conta com várias opções para você melhorar texturas, expandir seu campo de visão e ainda permite que você rode o game a 60 quadros por segundo.

Com isso, boa parte dos problemas que os jogadores tinham na versão de PS3 e Xbox 360 foram resolvidos (O jogo chegava a apresentar risíveis 15 a 20 fps em alguns momentos). Essa performance inconsistente atrapalhava a experiência do jogo e a jogabilidade. Agora é possível mergulhar em combates com quinze, vinte criaturas ao mesmo tempo sem que a taxa de quadros caia. E, como estamos falando de um jogo que no fundo é de 2012, ele não é pesado e pode rodar suave até nesse computador do milhão que você tem em casa, em uma configuração mediana.

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Enfim, em Dragon’s Dogma você comanda um sujeito chamado ‘Arisen’, que por algum motivo tem seu destino ligado ao Dragão que assola o mundo de Gransys. Seu objetivo, obóviamente, é perseguir e matar o dragão. Mas, conforme sua missão evolui, você descobre que não é tão simples assim.

Apesar da roupagem nova, tudo em Dragon’s Dogma cheira a ‘old-school’: desde os tipos de personagens, equipamentos, localidades… e a própria dificuldade do game! DD é um jogo extremamente difícil se você não souber jogá-lo direito, rivalizando com o próprio Dark Souls (e não estou brincando)! A dungeon da expansão então, nem se fala. Além de tudo, o game ainda é extremamente sombrio e assutador. Gamers casuais devem passar longe.

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A jogabilidade, principalmente nas batalhas, foca na ação. Ou seja, ao encontrar um inimigo grande, você pode escalar pelas suas costas até a cabeça, e lá macetar o bichão de porrada para maior dano. Apesar dessa movimentação ser meio travada às vezes, a mecânica funciona muito bem, e rende algumas das lutas mais épicas já vistas em RPGs eletrônicos.

A trilha sonora, também épica, ajuda a dar o clima das batalhas, e remete aos outros jogos do gênero, como Skyrim.

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Como nem tudo são flores, o game tem seus problemas sim. O calcanhar de Aquiles do jogo é sua interface: menus confusos e nada intuitivos, informações precárias na tela de jogo e a impossibilidade de “travar” em um alvo fazem parecer que realmente estmos jogando aqueles RPGs de meados dos anos 90.

Enfim, bola dentro da Capcom em relançar o game, e dar a ele o espaço no sol que merecia. Vale muito a pena ser jogado e re-jogado (ainda mais nesta nova versão) por todos os fãs hardcores de RPG. Mas talvez não seja uma opção muito recomendada para marinheiros de primeira viagem… Ah, em tempo: e o final do jogo é fantástico! Um dos melhores que já vi nessa geração!

Na ausência de Dragon’s Dogma Online aqui no ocidente (foi lançado apenas no Japão por enquanto), essa versão da Steam é uma excelente ‘marmita requentada’!

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