World of Final Fantasy – Review

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Anunciado sem muito alarde no primeiro (e único) painel da Squeenix em 2014, o primeiro trailer teve uma recepção bem morna. O mesmo aconteceu com todas as divulgações subseqüentes até seu lançamento. Afinal, os holofotes estavam todos em Final Fantasy XV.

O que é uma pena, porque apesar da aparência infantil, World of FF é uma carta de amor para aqueles jogadores mais “das antigas”, que acompanham a série desde seus primórdios. As referências são inúmeras e vão desde personagens e monstros até a trilha sonora.

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Homenagens à parte, os protagonistas do game são os irmãos gêmeos Lann e Reynn, inéditos na franquia. Ambos acordam com amnésia no reino de Grymoire (reino das pessoinhas pequenas cabeçudas, os ‘Lilikin’), e precisam embarcar em uma jornada para recuperar a memória e – pasmem – salvar o reino de Grymoire. Eles também descobrem que as luvas que possuem tem o poder de capturar “mirages”, os monstros que habitam o mundo (pensou em Pokémon? É mais ou menos por aí).

As maiores referências ao “lore” de FF ficam por conta dos Champions, que nada mais são que os protagonistas de games anteriores, em sua versão chibi: Warrior of Light (FF1); Refia (FFIII); Rydia (FFIV); Bartz e Faris (FFV); Edgar, Celes e Terra (FFVI); Cloud, Tifa e Shelke (FFVII); Squall e Quistis (FFVIII); Eiko (FFIX); Tidus e Yuna (FFX); Shantotto (FFXI); e Lightning e Snow (FFXIII). Sim, a lista é grande. E sim, eles “esqueceram” FFII, XII e XIV na cara dura. Deal with it. Os Champions, além de serem cruciais para a história, ainda podem ser invocados em batalha, como se fossem os “summons” do jogo.

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Contrariando a onda dos RPG atuais, World of Final Fantasy volta às origens e estrutura sua jogabilidade sobre o cláááássico sistema de combates em turnos (AMO <3!). Por sinal, o embate por turnos foi muito bem implementado e fica ainda melhor com a curiosa adição de mecânicas obviamente inspiradas em Pokémon e outros games de capturar monstros, bem como a mecânica de “empilhar” personagens.

Aliás, essa “empilhar” três personagens em batalha pode parecer um recurso idiota (e talvez seja), mas é uma das sacadas mais geniais do jogo. Todos os personagens e monstros possuem um tamanho (small, medium ou large), e você os empilha por ordem de tamanho: o grande vai na base (ui!), o médio vai no meio (cavalgando o grande, ui!) e o pequeno vai em cima da cabeça do médio (ui!!!). Com isso, as forças e resistências dos três personagens se somam, assim como suas fraquezas. Isso aliado ao fato que Reynn e Lann podem mudar pra sua forma humana (Jiants) ou chibi (Lilikin) quando quiserem, proporciona inúmeras combinações de batalha.

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Ah, o menu das batalhas, apesar de bem polido e funcional, pode ficar meio confuso às vezes, e também um pouco limitado. Mas os produtores do game pensaram até nisso, e você pode mudar para o modo “clássico” de FF a qualquer momento simplesmente apertando L1.

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A história do game, que parece bem bobinha a princípio (mesmo para a clássica jornada do bem x mal), vai adquirindo uma dimensão e complexidade quase que inacreditável para um jogo tão fofinho. O famoso “plot twist” de jRPG (quase tão constantes no gênero quanto em novelas mexicanas) também surpreende e vai deixar muita gente boquiaberta.

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O jogo também possui bastante conteúdo post-game (que libera após zerar o jogo), com direito até a um final fake. As dungeons que liberam após o final do jogo nada mais são que uma colcha de retalhos de cenários que você passou durante o jogo principal, mas as divertidas (e desafiadoras) lutas contra os chefes opcionais mais do que compensam por essa preguiça na construção das dungeons. As batalhas no coliseu (inclusive com um modo online) também ajudam a prolongar a experiência. Espere gastar 50+ horas no game se quiser fazer tudo.

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Enfim, World of Final Fantasy foi lançado como aperitivo para Final Fantasy XV, mas ele tem um gostinho de prato principal. Especialmente se você é como eu, e olha com saudosismo para a Era de Ouro dos jRPGs. O game pode parecer bobinho demais para essa geração Call of Duty e God of War, mas com certeza ele faz a alegria dos veteranos de outros Final Fantasys. Se o Balão recomenda? Oxe, é claro!

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