Hoje é dia do Quadrinho Nacional – Comemore com essas 5 dicas do CNC!

Para comemorar o Dia do Quadrinho Nacional, o CNC preparou uma lista para você com algumas dicas de mestres brazucas da nona arte. Porque não, HQs NÃO se tratam apenas de super-heróis ou protagonistas zóiudos de mangás! Confiram comigo no replay:

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Daytripper (Fabio Moon / Gabriel Ba)

Premiadíssimo tanto no pessoal quanto no profissional Brasil como no exterior, Daytripper é leitura obrigatória para qualquer fã de quadrinhos.

A HQ conta as várias histórias das várias vidas de Brás de Oliva Domingos, responsável pelo obituário de um jornal. Mas a cada novo capítulo temos um recorte que mostra algum episódio importante na vida de Brás. Acompanhamos o personagem do nascimento até a velhice, sendo cúmplices de seus medos, devaneios e certezas. E todo final de capítulo ele (SPOILER).

É um quadrinho contemplativo que faz você ficar matutando sobre a vida um bom tempo após a leitura. Eu li em 2012 e acho que estou matutando a respeito até hoje.

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Bando de Dois (Danilo Beyruth)

Danilo Beyruth é outra figurinha carimbada do cenário nacional, mais conhecido por Necronauta e as duas graphic novels do Astronauta pelo selo MSP.

Mas escolhi Bando de Dois por sua ambientação bem regional em pouco vista em obras do gênero. A trama gira em torno dos dois últimos sobreviventes de um bando que era composto por 20 cangaceiros. Eles partem em busca das cabeças decepadas de seus companheiros, preparados para enfrentar um exército.

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Lost Kids – Buscando Samarkand (Felipe Cagno / Vários Artistas)

Talvez a história mais “mainstream” da lista, Lost Kids tem um roteiro que parece saído da Sessão da Tarde. Mas digo isso no melhor sentido possível: lembra muito Goonies e outros clássicos.

Um grupo de cinco amigos adolescentes – Tommy, Jean, Kate, Peter Beaux e Sarah Beckin – é misteriosamente transportado para um fantástico mundo onde reinam a aristocracia, tecnologia steampunk e magia. Nesse novo mundo, eles precisam se unir a curiosos personagens na busca da cidade lendária Samarkand, com a esperança de retornarem para casa.

Lost Kids foi originalmente desenvolvida como uma minissérie em oito capítulos, todos roteirizados por Felipe Cagno, porém desenhados por artistas convidados diferentes. Através do financiamento coletivo no Catarse, os oito capítulos foram lançados em edição encadernada de luxo, com vários extras como roteiro original e rascunhos, o que o tornam uma bela peça de colecionador.

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Robô Esmaga (Alexandre Lourenço)

Não poderia fazer uma lista de leitura de quadrinhos nacionais sem incluir o parça Alexandre Lourenço, do Robô Esmaga. Começando como webcomic e focada em reflexões sobre o cotidiano (como um modorrento trabalho na firma, por exemplo…), é impossível não se identificar com pelo menos algumas das situações.

A série ganhou diversos prêmios, chegando inclusive a ser indicada para a HQ Mix como melhor webcomic. Robô Esmaga ganhou uma versão impressa pela JBC em 2014.

Em tempo, outro livro de Lourenço foi lançado recentemente pela Mino Editora: “Você é um babaca, Bernardo” (e ainda aguardo minha cópia autografada :-P).

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Dois Irmãos (Fabio Moon / Gabriel Ba)

Na verdade ainda nem li essa adaptação do livro de Milton Hatoum, de 2000. Listei aqui apenas para pegar carona na minissérie da Globo. Me julguem. Mas como temos a dobradinha de irmãos Fabio Moon e Gabriel Ba (mesmos de Daytripper), pode ter certeza que é coisa boa.

A história é sobre dois gêmeos de família libanesa residente em Manaus. Diferentes e rivais desde muito cedo, Yaqub e Halim são como luz e sombra – um recurso gráfico que os autores exploram não só na relação entre eles, mas também, e principalmente, no detalhamento da arquitetura de Manaus, onde se passa grande parte da história.

Se tiver mais alguma dica de quadrinho nacional, não deixe de comentar! Boa leitura!