Top CNC – 14 Franquias de jRPGs que deveriam ser ressucitadas

Wild Arms

Fala abestados! Você é que nem eu, que cresceu jogando Final Fantasy e Crono “Tráiguer” no Super NES? Acha que o gênero ultimamente está em franca decadência, mas acredita que eles serão restaurados à sua glória original algum dia? Se avexe não, eu também!

Por isso o especialista em jRPGs do CNC, Balão, preparou uma lista mais que especial!

Quais franquias foram caindo no ostracismo ao longo dos anos, mas que mereciam uma repaginada nesta nova geração? Confere aí!*

*A lista não está em nenhuma ordem específica, gostaria de ver todas, todas, TODAS as séries revividas igualmente.

Lufia (SNES / GBC / GBA / DS)

Lufia_-_the_Fortress_of_Doom_-_1993_-_Taito_Corporation (1)

Lufia é o jRPG favorito do Mamika. E ele pronuncia “Lú-fía” ainda por cima. A história do game era bem simples: o primeiro game da série lançado em 1993 “Lufia and the Fortress of Doom” contava a jornada de quatro heróis para combater as quatro entidades conhecidas como “Sinistrals” que queriam destruir o mundo (uma referência aos quatro cavaleiros do Apocalipse – ou não).

Lufia_-_the_Fortress_of_Doom_-_1993_-_Taito_Corporation

Pouco mais de dois anos depois uma seqüência foi lançada: “Lufia 2: The Rise of the Sinistrals”, que na verdade era um prequel que contava a história dos quatro heróis originais que selaram os Sinistrals. Com uma jogabilidade mais variada e puzzles extremamente desafiadores, Lufia II era INFINITAMENTE superior ao seu antecessor (apesar que o Mamika nunca vai admitir).

Lufia_II-_Rise_of_the_Sinistrals_-_1996_-_Natsume,_Inc.

Depois disso a série entrou em colapso, foram lançadas apenas algumas versões medianas para Gameboy Color e Gameboy Advance que nem são dignas de nota. Em 2010 foi lançado o último game da série: “Lufia: The Curse of the Sinistrals”, que na verdade seria um remake de Lufia 2, porém com uma jogabilidade totalmente diferente, virou um RPG de ação. Então meh.

Alundra (PS1)

alundra_d

Alundra contava a história de um jovem aventureiro que tinha o poder de entrar nos sonhos das pessoas (Inception?) e foi meio que a resposta do Pleisteixo à série Zelda da Nintendo. Lançado em 1997, era um action-RPG visto de cima e com gráficos pouco melhores que um Super Nintendo, porém extremamente caprichados. Alundra possuía um grande foco nos puzzles, e o combate também era desafiador. Fora isso, a história era muito bem contada e ia ficando extremamente sombria conforme você progredia.

00-620x

playstation-57134-11407657861

Um segundo game foi lançado em 1999, mas nem de longe possuía aquela história adulta do primeiro, era mais focado em uma “aventura do barulho”; Os caprichados gráficos 2D deram lugar à gráficos tridimensionais desengonçados; apesar dos puzzles estarem lá, a jogabilidade falhada sempre atrapalhava. Alundra 2 não era um game ruim, mas definitivamente não fez jus ao original e
a “franquia” acabou morrendo por aí mesmo.

Wild ARMS (PS1 / PS2)

Wild.Arms_.full_.1136568

O primeiro Wild Arms foi concorrente direto do aclamado (e superestimado) Final Fantasy VII, por isso ela sempre ficou meio que na sombra do “primo rico” e não obteve o mesmo sucesso comercial. Como Alundra, os gráficos do original eram em 2D, remetendo à era 16 bits, porém o combate por turnos era totalmente em 3D, o que dava um charme ao jogo. A temática também era única para a época: um mundo que se assimilava ao Velho Oeste estadunidense.

Wild_Arms_-_1997_-_Sony_Computer_Entertainment

Um segundo game da série foi lançado em 2000 também para PS1 e repetiu o relativo sucesso comercial do primeiro. Agora todo em 3D, o game mantinha todo aquele clima de velho oeste do original, tanto em ambientação como em trilha sonora.

O terceiro da franquia saiu para o PS2, e foi um dos pioneiros a usar gráficos com cell shading. Wild Arms 4 e 5 também saíram para a mesma plataforma, mas viraram RPGs de ação também, então puta que o pariu.

Ainda no PS2 teve Wild ARMS: Alter Code F, que na verdade era um remake em 3D do primeiro game da série.

 Shining Force (Mega Drive / Saturn / Dreamcast)

shining-force

Shining Force foi uma série de SRPG (Strategic RPG, gênero consagrado por Final Fantasy Tactics) da SEGA. Não vou entrar em muitos detalhes já que o Mamika já mandou um saudosismo da série AQUI, com o anúncio do registro de “Shining Seed”.

shining-force-neo-reviews-for

Detalhe curioso da série é que ‘Shining Force’ é o nome da tropa que você comanda nos games. Se o Gordo montar um exército um dia, ele pode batizá-lo de ‘Bonde dos Carecas’, mas ‘Shining Force’ cairia bem também.

Phantasy Star (Master System / Mega Drive / Dreamcast / PS2 / PSP)

Phantasy_Star

Phantasy Star, o ‘Final Fantasy’ da SEGA é, na verdade, uma série de RPGs de ficção científica e envolve viagens espaciais, armas laser e o caralho a quatro. O primeiro game foi lançado em 1987 para o Master System e era bizarro. Você controlava Alis Landale (talvez a primeira protagonista feminina em um RPG) em uma visão “aérea” nas cidades e no mapa, porém nas dungeons a câmera mudava para primeira pessoa.

phantasy-star-iv-virtual-console-20081222084443054

Os próximos games da série II, III e IV (meu favorito) foram todos lançados para o Mega Drive / Genesis.

Daí em diante, o selo Phatasy Star só foi retomado na época do Dreamcast, e como uma série de jogos online.

Chrono Trigger / Cross (SNES / PS1)

chrono-trigger-box-art-box-1432424205

A maior birra que todos tem com a SQUEENIX. Chrono Trigger dispensa apresentações, e é até hoje considerado o melhor jRPG de todos os tempos por muitos.

Chrono-Trigger-Screenshots-1-610x457

Chrono Cross foi uma sequência indireta de Chrono Trigger para o PS1. Se não esteve à altura do antecessor, pelo menos fez um trabalho competente e foi um dos melhors jRPGs de sua geração.

Mas desde então os fãs da série estão órfãos de novos jogos, e até um remake “fan made” em 3D foi melado pela própria SQUEENIX.

Confira nosso especial sobre Chrono Trigger AQUI.

Secret / Legend of Mana (GB / SNES / PS1)

Secret-of-Mana-cover-3sized

A série de action-RPGs da SQUEENIX (na época apenas Squaresoft) foi lançada primeiro para o GameBoy (como Seiken Densetsu). Contudo, foi o segundo game da série que ficou famoso deste lado do mundo. Sim, estou falando de Seiken Densetsu 2, mais conhecido por aqui como Secret of Mana.

secret_of_mana_iphone_rabite

O terceiro game da série nunca foi lançado oficialmente em inglês, mas ele já é velho conhecido do pessoal que pegou o início dos emuladores no PC. Foi uma das primeiras traduções totalmente feita por fãs, junto com FFV.

Legend of Mana saiu para o PS1, mas nunca conseguiu repetir o sucesso das versões de Super NES.

SaGa (GB / SNES / PS1 / PS2)

rs3boxfront

Os três primeiros jogos da série SaGa foram lançados para GameBoy, e nos EUA foram rebatizados de Final Fantasy Legends I, II e III. Já no SNES, a série mudou de nome para Romancing SaGa. Infelizmente nenhum deles foi lançado em inglês (apesar do terceiro ter sido traduzido por fãs). Romancing SaGa 3 foi um dos melhores jRPGs do SNES, pena que poucos o conhecem devido ao fato de ter sido oficialmente lançado apenas no Japão.

35133-Romancing_SaGa_3_(Japan)_[En_by_Mana_Sword_v0.30]-2

Na era dos 32 bits a Square lança SaGa Frontier, um dos primeiros RPGs da casa para o PS1, inclusive nos EUA. O jogo era bugado ao extremo e sofreu altas críticas na época. Apesar de tudo, ele era muito bom e extremamente divertido. Hoje o game ganhou até status de ‘cult’. SaGa Frontier 2 também foi lançado para PS1, mas não tinha nada a ver com a história do primeiro, e o jogo em si era bem ‘esquecível’. Contudo, o game possuía belíssimos cenários e gráficos pintados à mão.

164921-saga-frontier-playstation-screenshot-choosing-one-of-the-seven

No PS2 um novo game foi lançado mas foi um fracasso total devido à alta dificuldade e seu sistema de combate nada acessível.

Arc the Lad (PS1 / PS2)

arc-the-lad-art-1

O primeiro Arc the Lad foi o primeiríssimo jRPG do Pleisteixo. E, sejamos sincero, o game era bem meia boca. Um SRPG bem safado e que acabava no meio do nada. Só servia pra você recrutar a apelona “Choco” (figurinha carimbada da série) na dungeon opcional do game.

36523-Arc_the_Lad_[U]-1

Mas o segundo e o terceiro foram outra história. Acho que foi uma das séries pioneiras em “importar” o save do game anterior (inclusive a Choco), e um era sempre seqüência do outro. Porém o protagonista sempre mudava: Do primeiro era o Arc, no segundo era o Elc e no terceiro o Alec (sim, sempre muito originais). Mas os personagens dos games anteriores sempre davam uma palhinha.

Arc_the_Lad_III_-_1999_-_Sony_Computer_Entertainment

Como trilogia eles funcionaram muito bem, mas já na geração do PS2 dois novos games foram lançados: Twilight of the Spirits e End of Darkness. Porém nenhum deles era relacionado com a trilogia original. Um deles inclusive deixou de lado o combate tático para virar ação e com foco no multiplayer. Ou seja, descaracterizou a série e a fez cair no ostracismo.

Soul Blazer / Illusion of Gaia / Terranigma (SNES)

IllusionofGaia

Talvez um dos casos mais curiosos. Os três games para Super NES produzidos pela extinta Quintet e distribuídos pela Enix (antes do merger com a Square) são RPGs de ação nos moldes de Legend of Zelda. A história dos três não está interligada de maneira nenhuma, mas um é meio que “descendente espiritual” do outro.

Soul Blazer era aquele velho clichê de juntar seis artefatos mágicos e matar o bad guy no final, mas o jogo era extremamente difícil, até para os padrões da época.

B9r3FSDCcAA2t0M

O mais conhecido por esses lados aqui (e provavelmente o melhor dos três) foi Illusion of Gaia. Com belíssimos gráficos para época e referências à personagens históricos e localidades reais, o game conquistou uma legião de fãs, inclusive aqui no Brasil.

illusionofgaia03

maxresdefault

Terranigma talvez seja o menos conhecido, pois foi lançado já no final da vida útil do Super NES. Mas o game contava com gráficos e animações caprichado, e uma jogabilidade que mesclava elementos tanto de Soul Blazer (reconstruir o mundo) como Illusion of Gaia (localidades e personagens reais).

Uma curiosidade sobre Terranigma: lá pelas tantas no jogo tinha uma cidade chamada “Liotto”, que era nada mais nada menos que uma versão do Brasil. Estereotipado até dizer chega, tinha até uma versão do Cristo Redentor e um macaquinho que dançava samba. Confere uns screenshots da bagaça:

terranigma bras
É, tá parecendo o Brasil mesmo…
terranigma bras2
É, tá parecendo o Brasil mesmo²…

terranigma bras3

terranigma bras5

terranigma bras8
Um Cristo Redentor meio “faiado”

terranigma bras9

terranigma bras10
Pratos típicos do BR: Fuejoada, Suras (acho que era pra ser churrasco), Caipilina e No.
terranigma bras11
Um macaquinho que samba? Que inusitado!

Breath of Fire (SNES / PS1 / PS2)

Breathoffire2_box

A franquia de RPGs da Capcom. Os dois primeiros para Super NES foram muito bons (apesar da sofrível tradução da Squaresoft do primeiro – feita em apenas um dia, por sinal). O terceiro manteve o nível e foi um dos melhores RPGs do PS1; o quarto caiu o nível um pouco mas ainda mantinha a essência da série.

30-Breath_of_Fire_IV_02617

No quinto, primeiro e único do PS2, começaram a cagar. E agora, anunciaram um sexto exclusivo para celulares e tablets. Ah, vão a merda.

Lunar (Sega CD / Saturn / PS1)

lunar-silver-star-story-b

A série Lunar foi originalmente lançada para Sega CD. Com a extinção do console, os dois games (Lunar: Silver Star Story e Lunar: Eternal Blue) foram “portados” para o Saturn e, posteriormente para o PS1.

mzl.iycafoke.320x480-75

Os gráficos nunca foram essa Coca-Cola toda, mas o grande destaque era a trilha sonora e as belas cutscenes em anime.

Versão de PSP.

Atualmente, o primeiro game da série ganhou uma versão com gráficos atualizados para o PSP, e está disponível até para iOS.

Suikoden (PS1 / PS2)

B9zK2mCIEAAJ8CB (1)

Suikoden é um RPG baseado livremente num romance chinês chamado Shui Hu Zhuan (tradução aproximada seria algo como Margens D’água), que narra as aventuras de um fora da lei e seus 36 companheiros.

ThePitch_Suikoden_Screen11

O game não possui 36 companheiros, e sim o número impressionante de 108 protagonistas (!!!). O mais legal é que a série teve 5 games principais até aqui (Suikoden I, II, III, IV e V) e TODOS possuíam as tais 108 Estrelas do Destino. E pior: todos diferentes entre si (tá, alguns personagens até fazem aparições em mais de uma versão, mas enfim…).

maxresdefault (1)

A quinta versão foi a pior vendagem da série (apesar de não ser necessariamente ruim – inclusive ganhou vários prêmios por sua história), mas acabou fazendo com que a franquia fosse descontinuada.

Parasite Eve (PS1 / PSP)

parasite-eve

O que acontece se você misturar Resident Evil com um RPG de turnos? Parasite Eve é sua resposta! Baseado livremente no romance japonês de mesmo nome, PE foi a tentativa da Squaresoft popularizar os RPGs em 1998 tentando mesclar o estilo com outro tipo de game que estava em voga na época: o Survival Horror.

parasite_eve_2___hd_version_by_ajrich17901-d5oxtvi

Mas o primeiro game ainda gerou muita estranheza junto ao grande público. Então em 2000, a Square lançou Parasite Eve 2, com o foco mais voltado para a ação.

Parasite-Eve-2

O último game da série foi the 3rd Birthday, lançado apenas para o PSP. Apesar da protagonista ser Aya Brea (a mesma de PE1 e 2), a história pouco tinha a ver com a teoria endosimbiótica dos originais.

12079_003

E você? Qual franquia de jRPGs gostaria de ver ressucitada? Comenta aí!

  • Dcoutii .

    Saudades do shadow hearts…