Top CNC – 6 Chefões de games que foram muita areia pro seu caminhãozinho

Sabe quando você chega naquele momento decisivo do game, e percebe que o seu personagem não é páreo para o vilão e está prestes levar uma surra de pau mole? Normalmente nesses casos somos apresentados àquelas soluções narrativos e / ou puramente mecânicas onde os heróis dão aquela trapaceadiiiinha básica para “dibrar” a evidente vantagem do adversário. CNC separou aqui os 6 momentos mais icônicos de quando um chefão foi muita areia pro seu caminhãozinho.

NOTA: Essa não é – repito – NÃO é uma lista de chefes mais difíceis, se você não entendeu a proposta, releia com carinho o parágrafo anterior. Seu bosta. <3

6. Tyrant (Resident Evil – PS1)

Tyrant é o mais próximo que temos de um “chefão final” no primeiro Resident Evil. O bichão te ataca quando você está aguardando seu resgate no terraço para escapar da mansão prestes explodir. Ele não é literalmente impossível, você até consegue derrubar o bicho na bala se você tiver um estoque generoso. O que provavelmente não é o caso, já que você está no final do jogo e os recursos são escassos. O que você tem que fazer na verdade é enrolar o monstrengo por um bom tempo até que, momentos antes da explosão seu colega de equipe joga um bazucão pra você “exprudir” o bicho de vez.

 

5. Mike Tyson (MT Punch Out – NES)

Esse deu o que falar. Quando você finalmente conseguia desafiar Mike Tyson nesse jogo de boxe do Nintendinho 8 bits, uma surpresa: era praticamente impossível ganhar do cara, não importa o quão bom você era. Ele desviava de quase os seus golpes, e apenas um soco do campeão já fazia você beijar a lona. Qual o segredo? Você precisava cansá-lo apenas desviando de seus golpes por cerca de um minuto e meio antes de conseguir peitá-lo de frente. Pode parecer meio óbvio hoje, já que vários games ao longo dos anos usaram abordagem parecida (até o exemplo do Resident Evil acima pode ser considerado uma releitura), mas lembre-se que estamos falando da era 8 bits e pré-internet. Você só conseguia descobrir esse “macete” de duas maneiras: ou com acesso à revistas especializadas, ou na mais pura cagada.

4. The Master (Fallout 1 – PC)

Vamos combinar: você até consegue derrotar o mestre dos Super-Mutants na base da porrada em Fallout 1, mas qual a graça? Além de ser extremamente difícil, não traz a mesma satisfação de passar um caô no bicho e fazer ele se auto-destruir junto com toda sua fábrica de Super Mutantes (se a sua inteligência fosse alta o suficiente pra isso, óbvio). Todos os outros (TODOS) games da série Fallout utilizaram essa mecânica de alguma maneira, mas nenhuma foi tão emblemática como essa primeiríssima.

3. Giygas (Earthbound – SNES)

Não vou nem entrar no mérito da teoria que você viaja para o passado para matar Giygas ainda no útero, quando ele estaria mais vulnerável. Curioso? Confira mais aqui (em inglês, se vire!).

Já não bastasse ser uma massa disforme e assustadora, o último chefe de Earthbound, a partir do terceiro ato da batalha final, fica literalmente invulnerável. O que fazer? Ajoelhar e rezar? Isso mesmo. O comando “Pray” de Paula, até então mais ou menos inútil, se torna parte crucial da batalha. A oração dela incentiva a oração de todas as pessoas da Terra em uma espécie de Genki-Dama Gospel que faz com que Giygas seja “rezado” para uma não existência. Ahnnn… ok? Ok.

2. Psycho Mantis (Metal Gear Solid – PS1)

Se você sacou a proposta desse tópe já deve ter telegrafado este segundo colocado à distância. Esta também foi uma das quebras de quarta barreira mais famosa do mundo dos games: para derrotar o infame chefe Psycho Mantis do primeiro Metal Gear Solid (aquele que era capaz de ler seus movimentos e desviar de praticamente todos os seus golpes), você precisa desconectar o seu controle do slot do player 1 e colocar no 2, para “bugar” os poderes psíquicos do vilão.

Quer dizer, se você for o Capitão Fodão você CONSEGUE derrotar Psycho Mantis sem trocar o controle. Mas sabe como é, nem todos somos masoquistas…

Ah é! E ele também consegue ler seu memory card, se você tiver saves de outros jogos da Konami, como Suikoden, Azure Dreams e Castlevania Symphony of the Night.

1. Luca Blight (Suikoden II – PS1)

Apesar desse nome bonitinho, Luca foi um dos vilões mais cruéis e emblemáticos da história dos vídeo-games. Durante sua infância foi obrigado a testemunhar sua mãe ser estuprada repetidas vezes e em seguida assassinada por mercenários, o que fez com que ele se tornasse um capeta em forma de guri.

Dono de uma crueldade ímpar que lhe rendeu a alcunha de “Príncipe Louco”, foi o responsável por articular o massacre de um de seus próprios regimentos às vésperas da assinatura de um tratado de paz, só para incitar a guerra entre Highlands e as Cidades-Estado que deu início aos eventos de Suikoden II.

Além de ser mal igual ao Pica-Pau e um genial estrategista militar, o filho da mãe ainda possui uma força descomunal que exigiu a força de mais de cem homens pra fazer o puto beijar a lona. Derrota após derrota, o exército de Riou (o seu!) apenas consegue derrotar Luca após um de seus conselheiros, Leon Silverburgh, o trair enviando uma carta para você informando que Luca faria uma ronda noturna com poucos guardas.

Mesmo com uma emboscada covarde (que faz você até se sentir mal por fazer parte dela), o cara ainda precisa ser derrotado três vezes por grupos de heróis, levar três saraivadas de flechas na cara e ainda ter um duelo 1-1 contra seu herói para finalmente cair (e olha que mesmo todo estrupiado ele ainda te dá um suador). Ufa!

E aí, concorda com a lista? Conhece mais algum boss que deveria estar aqui? Deixe seu comentário! Ou não, quem se importa?!