Top CNC – 11 Jogos subestimados (mas que você ainda pode jogar!)

Fala aê tilangada marota! CNC continua mais abandonado que Chevette velho, mas podem esperar por novidades muito em breve (ou não). Mas enquanto isso tudo não chega, o titio Balão vai manter a velha chama acesa (ui!) com mais um Top CNC para vocês.

A idéia aqui é fazer um Top 11 jogos que em seus lançamentos acabaram passando batido pela mídia, ou receberam críticas mornas ou negativas, ou simplesmente cagaram pro jogo mesmo porque tinha outros mais interessantes saindo na mesma época.

Mas para não ficar aqui falando de um monte de jogos das eras 8 bits, 16 bits e afins (que provavelmente ninguém mais vai querer jogar), o foco aqui serão jogos relativamente mais recentes (sétima geração em diante, com uma exceção), que são aqueles que se você tiver interesse ainda dá pra correr atrás e comprar em uma promoção sem grandes esforços.

11. Mass Effect Andromeda

Mass Effect Andromeda sofreu de dois grandes males: primeiro foi o grande hype da comunidade, já que todos esperavam uma grandiosa continuação da aventura de Shepard & Cia; segundo foi a quantidade imensa de bugs no lançamento e as expressões faciais pouco caprichadas dos personagens, que acabaram se tornando um grande meme da internet.

Mas ME: Andromeda não é um jogo ruim, longe disso: a Bioware conseguiu entregar um jogo digno da franquia e que expande o universo de ME de maneira bem interessante. Claro, tem seus problemas (alguns bem graves, como a impossibilidade de dar ordens detalhadas para esquadrão como os anteriores)

Enfim, joguei o jogo bem após o lançamento, o que me permitiu fazer um “cold eyes review” e posso dizer que ele definitivamente merece ser jogado, e nem de longe mereceu todo o ódio que recebeu. Pena que a péssima recepção praticamente minou qualquer chance de uma continuação.

Disponível para PC, XONE e PS4.

10. Vanquish

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Vanquish é um jogo da SEGA que mais parece uma releitura hardcore de Megaman. No game, você controla Sam, um ex-jogador de futebol americano que sofreu um acidente e ficou inválido. Voluntariado para um projeto secreto do governo voce vira tipo um Megaman from hell, com reflexos e força apurados, e a capacidade de reconfigurar sua armadura para se transformar em qualquer arma que voce tenha contato.

O game possui um ritmo frenético como poucos: inimigos saindo de tudo que e lado, naves e prédios explodindo e caindo no meio do campo de batalha… tudo ao mesmo tempo! Por outro lado, e talvez o motivo do game não ter sido exatamente um sucesso de vendas é que ele é extremamente curto (na verdade acho que ele nem teria como ser mais longo, era capaz dele dar um ataque epilético na piazada), e o replay value dele é zero.

O game a princípio estava disponível para PS3 e Xbox 360, mas recentemente foi relançado pela Platinum Games na Steam a um precinho camarada.

Você pode conferir um review do período Paleolítico do CNC AQUI.

9. The Saboteur

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The Saboteur é um jogo de ação-aventura em terceira pessoa na França, durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial. É um game de mundo aberto que lembra muito GTA, mas com alguns elementos de Assassin’s Creed. O protagonista do game, Sean Devlin foi livremente baseado no herói de guerra real William Grover-Williams.

A estética do jogo também é sensacional e a cor é um elemento-chave na jogabilidade: Em áreas de ocupação nazista, a área é escura, com cores escuras e acizentadas (com exceção de várias bandeiras nazistas, com vermelho brilhante e completo, com suásticas – lembrando muito Sin City); enquanto as áreas que você já liberou vão ficando com cores vibrantes.

Ele tinha seus problemas, claro, mas um jogo com tantas qualidades não deveria ter passado batido. Para você ter uma idéia, o ‘flop’ foi tão grande que a Pandemic Studios, que produziu o jogo, foi liquidada logo a seguir.

Ele está atualmente disponível para PS3, Xbox 360 e PC (na plataforma Origin, da EA).

8. Binary Domain

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Em uma geração dominada por Call of Dutys e outros jogos de tiro afins, é realmente difícil de se destacar. E Binary Domain não foi diferente, acabou relegado à categoria de ‘shooter genérico’ e ninguém deu bola.

Publicado pela SEGA e concebido por Toshihiro Nagoshi, do aclamado Yakuza, o game tinha tudo pra dar certo. Ele se passa num mundo distópico onde o aquecimento global causou um inundamento mundial, deixando boa parte do planeta inabitável. Como resultado, robôs passaram a ser utilizados como a principal mão-de-obra. O game também possuía um sistema de ‘consequências’, que determinava o como os NPCs interagiam com você e o quanto confiavam / acatariam suas ordens, dando aquele gostinho de RPG.

Na minha humilde opinião, o jogo foi a melhor adaptação de ‘Exterminador do Futuro’ para o mundo dos games, mesmo não sendo de forma alguma relacionado ao universo criado por James Cameron. Então, porque ‘deu ruim’? Talvez aqui possamos culpar o marketing ruim, uma péssima escolha de arte para a capa do jogo (genérica até dizer chega, em um mercado extremamente saturado como já mencionei), e também um controle de voz totalmente desengonçado e não responsivo, que foi massacrado pela crítica.

Ele está disponível para PS3, Xbox 360 e PC (Steam). Já foi de graça na PS Plus e acho que até em Humble Bundle já veio sapoha.

7. Alpha Protocol

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Alpha Protocol é um jogo produzido pela Obsidian Entertainment e distribuído pela SEGA que mais uma vez prova que a casa do Sonic possui o toque de merda. Quando saiu, em meados de 2010, o game foi extremamente injustiçado pela crítica. O principal motivo foi o overhype: o jogo ficou anos em produção, e a dona SEGA prometia mundos e fundos, que seria o melhor jogo do mundo e tudo mais. E todos sabemos o que acontece com expectativas muito altas (Duke Nukem Forever e Watchdogs mandam lembranças).

Mas verdade seja dita: Alpha Protocol é um bom jogo. Não é o quebrador de barreiras que desejava ser, mas nem precisa. Bebendo da fonte de vários jogos de sucesso (principalmente Mass Effect), Alpha Protocol consegue se sustentar sozinho como uma boa e sólida opção de entretenimento. A mistura do mundo de espionagem (no melhor estilo canastrão James Bond) com elementos de RPG também ficou bem interessante.

Disponível para PS3, Xbox 360 e PC (Steam), e volte e meia tá em promoção por 10 merréis.

Também fiz um review do jogo lá nos primórdios jurássicos do site (em 2010), que você pode conferir AQUI.

6. Kingdoms of Amalur: Reckoning

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Kingdoms of Amalur teve uma equipe de peso por trás de seu desenvolvimento, com o game designer Ken Rolston de The Elder Scrolls: Morrowind, o roteirista R.A. Salvatore e Toddynho McFarlane (velho conhecido da gurizada que curte uns quadrinhos) na arte. Na contramão dos RPGs da época, KoA:R não apresentava um mundo realista e sombrio, e sim um mundo colorido e vibrante, a exemplo de jogos como World of Warcraft e Fable. O sistema de jogo também era simples e intuitivo, fácil de absorver novos jogadores.

Devido à uma campanha de marketing que fazia o game parecer mais uma fantasia tolkeniana genéria (apesar de não estar totalmente errada) e ter sua data de lançamento próxima à de outros “pesos-pesados” do gênero (Skyrim, Final Fantasy XIII-2, Mass Effect 3) Kingdoms of Amalur acabou passando despercido e resgatado apenas alguns anos depois através dos balaios de promoção.

Se você é fã de RPGs em geral, com certeza vale a conferida. Os gráficos meio cartunescos permanecem bonitos até para os nossos padrões de hoje!

Disponível para PS3, Xbox 360 e PC (Steam).

5. Anachronox

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É o jogo mais velho da lista, e só está aqui devido à facilidade de encontrá-lo para download na Steam e no GoG.com, e foi de certa forma a resposta ocidental ao sucesso da série Final Fantasy. Lançado em 2001 pela Eidos (muito antes da mesma ser absorvida pela SQUEENIX), e construído em cima de uma engine de Quake II totalmente modificada apenas para este propósito.

O game é inspirado em vários jRPGs como Chrono Trigger e o já supracitado Final Fantasy (com direito a combates por turnos e tudo mais!), bem como algumas obras consagradas de ficção científica como Ender’s Game (o MMK pira). Aliado à tudo isso, o game era muito bem roteirizado, possuía um humor bem ácido, brincava com os clichês do gênero e quebrava a quarta barreira.

Mas por que ‘faiô’? O desenvolvimento do jogo foi longo e difícil, e originalmente o lançamento estava planejado para 1998. Então, mesmo com os críticos elogiando e dando altas notas para o game, devido à este atraso no lançamento, o gênero jRPG já começava a dar sinais de desgaste. Então, infelizmente, Anachronox foi uma grande obra, mas lançada na época errada. Se tivesse honrado a data de lançamento original, poderia ter pegado ‘rabeira’ no sucesso de Final Fantasy VII e a história teria sido outra. O estúdio Ion Storm fechou logo após o lançamento do jogo, o que infelizmente minou qualquer chance de continuação (e quem jogou o game até o fim sabe que ele acabou num baita ‘cliffhanger’).

Disponível para PC (Steam e GoG.com).

4. Dragon’s Dogma

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Dragon’s Dogma é um RPG de ação da CAPCOM, lançado em meados de 2012. Sofreu da mesma ‘maldição’ de Kingdoms of Amalur de ter sido lançado junto com alguns ‘medalhões’. Na verdade, DD foi ainda mais prejudicado pois foi lançado apenas uma semana depois que…. Diablo III! Pois é…

Felizmente o game (diferente da grande maioria aqui) conseguiu uma segunda chance ao ser re-lançado em 2013 junto com a expansão Dark Arisen, que adicionava uma dungeon colossal ao conteúdo pós-game. Finalmente, no começo de 2016, ele chegou também aos PCs em sua edição definitiva.

Com um sistema de combate foda que não deve nada aos melhores games de ação, mundo aberto enorme e uma boa dose de dificuldade que chega até a fazer cócegas no todo-poderoso Dark Souls, fico bem feliz em ver que o jogo finalmente está tendo seu devido reconhecimento (ainda que tardio).

Disponível para PS3, Xbox 360 e PC (Steam).

Review? Temos sim senhor! Confira AQUI.

3. Assassin’s Creed Rogue

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Fruto da estratégia de “jênio” da Ubisoft de lançar dois Assassin’s Creed simultaneamente para concorrerem entre si, AC: Rogue foi lançado junto com o infame AC: Unity, que acabou roubando os holofotes porque 1) era o primeiro AC totalmente da nova geração e com uma engine nova 2) era bugado pra caralho e virou motivo de revoltas (e muitos memes) na comunidade gamer.

Óbvio que daí todo mundo cagou para o Rogue! Um jogo que foi lançado exclusivamente para uma geração praticamente morta, e ficou totalmente à sombra de seu ‘irmão rico’. O que é uma pena, porque não apenas AC: Rogue é um ótimo jogo que consolida vários aspectos de gameplay de seus antecessores como também faz a ponte de ligação entre as histórias Assassin’s Creed 3 e 4. Além disso, é a primeira (e única) vez que jogamos com um assassino arrependido que virou templário, mostrando que os lados do conflito não são tão preto no branco quanto os games anteriores davam a entender…

Enfim, assim como Dragon’s Dogma, ele ganhou recentemente uma conversão para os PCs, onde podemos apreciar a história de Shay Cormac virando a casaca em toda sua grandiosidade (em uma das seqüências mais icônicas de toda a série AC).

Disponível para PS3, Xbox 360 e PC (Steam e Uplay).

Confira o não-tão-velho review do CNC AQUI.

2. Lost Odyssey

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Lost Odyssey é o Final Fantasy que nunca foi. Foi um RPG desenvolvido pela Mistwalker e distribuido pela Microsoft Game Studios exclusivamente para o Xbox 360. O game foi produzido por ninguém menos que Hironobu Sakaguchi, criador de Final Fantasy.

O cenário é um mundo modificado por uma Revolução Industrial Mágica. Kaim, o protagonista imortal, confronta-se com o retorno de suas memória e com a dor que ela traz consigo. O game é, tanto em termos de ambientação, personagens e jogabilidade (combate por turnos, alguém?) infinitamente superior à qualquer Final Fantasy lançado nesta geração (tudo bem que XIII, XIII-2 ou Lightning Returns não são lá bons parâmetros), e ele é facilmente um dos melhores jRPGs de todos os tempos.

Mas por quê ‘flopou’? Bom, todo mundo sabe que o maior mercado consumidor de jRPGs é o Japão (duh!). Mas sabe do que o Japão não é grande consumidor? De Xbox. Isso mesmo, o video-game favorito do Tio Sam lá na Terra do Ajinomoto não consegue nem de longe fazer afronta ao todo poderoso Pleisteixo. Uma pena.

Disponível apenas para o Xbox 360.

1. Spec Ops: The Line

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Mais uma grande obra de arte que foi diminuída pelo saturamento do mercado de tiro. Convenhamos, um jogo com nome “Spec Ops” já soa meio genérico. A arte de capa não entregava muita coisa. Novamente, para encarar um ‘underdog’ desses em um mercado dominado por Call of Duty e Battlefield é preciso de um grande salto de fé.

Mas quem encarou não se arrepende.

Spec Ops: The Line não apenas inova no cenário (mostrando uma Dubai devastada pela guerra, chegando até a ser proibido nos Emirados Árabes), como também tem uma história surpreendentemente profunda, sombria, repletas de reviravoltas e reflexões morais.

O game recentemente foi elevado (merecidamente) a um status de cult. Não é à toa que ele encabeça esta lista, e como ele volte e meia está em promoção no Steam e em Humble Bundles da vida, definitivamente vale a conferida.

Disponível para PS3, Xbox 360 e PC (Steam).

Confira a revéia do CNC AQUI (admito que na época não tinha acabado o jogo, senão teria dado um sólido 4.5/5).

E assim, encerramos essa lista de jogos subestimados mas que ainda merecem ser jogados. A lista não está nem perto de ser completa, e nem era essa a intenção: são games que são relativamente fáceis de serem encontrados nos dias de hoje, e se você tiver oportunidade, jogue-os. Qualquer um deles. Sério.

Tem mais algum jogo que você acha que deveria estar nesta lista? Comenta aí!

Perdão pelo post longo, aqui está uma batata:

sorry