Top CNC – Os 9 melhores filmes com Reveilion, Revei-lon, Revielão… Ano-Novo!

A gente sabe que o seu Revéillon, assim como o nosso, vai ser um grande cocozão. Você não viajou para nenhum lugar, a gente sabe, senão por que estaria aqui lendo um artigo desse site? Sabemos também que apenas alguns minutos depois da modorrenta virada de ano com sua família você já estará ouvindo os primeiros acordes do ronco do seu cunhado em cima do seu cachorro. Nada melhor então do que se “abancar” na sala, ligar a TV e esquecer da vida assistindo a um filme em que o Revéillon será muito melhor e mais bonito, certo? Ok, Pode até não ser, mas essa é lista que preparei como a despedida do CnC no ano de 2018, os 9 melhores filmes com festas de Revéillon.

PS. Em reverência aos muitos clássicos listados aqui, organizei a lista por data original de lançamento nos EUA. Já aviso que o cheiro de Naftalina é forte.

Se meu apartamento falasse – The Apartment – 1950

Jack Lemmon, Shirley MacLaine, e Fred MacMurray em material promocional de Se Meu Apartamento Falasse!

Eu sou muito fã de Billy Wilder. Seus filmes fundamentaram muito do que conhecemos da Hollywood moderna, para o bem e para o mal, porém sempre trazendo um humor afinado, com argumentos mais do que ousados para a época, seja travestindo duas grandes estrelas masculinas em “Quanto mais quente melhor” ou tratando de amantes e traições amorosas, com naturalidade e leveza, como nesse “Se meu apartamento falasse”, grande sucesso comercial.

Na trama, acompanhamos o personagem de Jack Lemmon, Bud, que visando uma promoção na empresa de seguros em que trabalha, cede seu apartamento em Nova Iorque para que seu chefe, Jeff, papel do ator Fred MacMurray, o utilize para encontros amoros com sua amante e ascensorista, interpretada por Shirley MacLaine. O que Bud não contava é que acabaria apaixonado por Shirley, e aí começam os conflitos.

O roteiro insere temas pesados como suicídio em meio à comédia, de forma suave e não ofensiva. Uma cena onde isso é explorado, aliás, acontece exatamente durante a noite de Ano-Novo e envolve uma garrafa de champagne estourando na hora errada, portanto recarregue a sua taça e bora curtir.

Tarde demais para esquecer – An Affair To Remember – 1957

Os protagonistas disfarçando seu affair a bordo do navio.

Um campeão de audiência da Sessão da Tarde na infância de sua avó, esse clássico lançado quando nem a Rede Globo ainda existia reunia dois dos maiores atores do imaginário eterno de Hollywood, Cary Grant e Deborah Kerr.

Remake do filme “Love Affair” de 1938, com uma idéia que hoje soaria batidíssima, o filme conta a história de um playboy mulherengo e uma ex-cantora, ambos devidamente compromissados, que se conhecem em um cruzeiro, se apaixonam e por fim combinam se reencontrar dali a 6 meses, no topo do Empire State Building. Se esse encontro de fato acontecesse, eles iriam resolver suas vidas, casar e ser felizes para sempre. Sim, protagonista escroto, idéia de jerico, mas esse enredo funcionou, principalmente por conseguir subverter expectativas à época. Por incrível que pareça ainda consegue dialogar com as audiências atuais, apesar que desconfio que o filme seria classificado como uma ameaça à família tradicional nos dias de hoje.

Enfim, “Tarde Demais Para Esquecer” ainda é um grande programa, apesar das cenas sofríveis de cantoria infantil a que somos submetidos na segunda metade da história.

O filme tem uma infinidade de cenas emblemáticas para quem ama cinematografia e direção, como por exemplo o famoso beijo escondido na escadaria do navio, onde os protagonistas caminham escada abaixo, param na metade dela, Carry que estava a frente retorna e beija Deborah. Mas o beijo em si nunca é mostrado, o tempo todo apenas a parte inferior do corpo dos protagonistas é filmada. Trivial, hoje, mas genial para a época. O casal aliás tem o auge do seu affair em meio a uma celebração discreta de Reveillon a bordo do navio e é por essa razão que esse filme entrou nessa lista.

11 homens e um segredo – Ocean’s 11 – 1960

A trupe de malandros

Muitos anos antes do remake capitaneado por Brad Pitt e George Clooney, tivemos essa versão estrelada pelos não menos imponentes Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr.

Nesse original, a trupe de onze malandros armam um plano mirabolante de assaltar cinco cassinos, simultaneamente, durante as celebrações de Ano Novo na cidade de Las Vegas, que fora recentemente transformada em um polo de jogatinas graças a legalização dos jogos de azar na década de quarenta.

Esse é um filme basicamente de ação, então dadas às limitações técnicas da época não espere por um produto alucinante como as produções modernas. O que falta em pirotecnia, no entanto é compensado com boas doses de suspense, humor e atuações satisfatórias de grandes estrelas de outrora.

O Bebê de Rosemary – Rosemary’s Baby – 1968

E você reclamava dos seus vizinhos com a caixa de som da JBL no talo… sabe de nada!

Esse é pra varar a noite acordado de medo ou dormir antes da metade da exibição, depende do seu apreço pelo estilo do Diretor Roman Polanski. O filme é estrelado por Mia Farrow no papel título e John Cassavetes, que além de ator foi um grande diretor e somente “pai” do circuito independente norte-americano.

A história é bem “suave”, basicamente o casal de protagonistas, Rosemary e Guy, se mudam para um apartamento em um prédio apinhado de figuras estranhas. Rosemary está grávida e começa a ter alucinações e a sensação de estar sendo vigiada e seguida o tempo todo. Para piorar, ela passa a suspeitar que seu companheiro está envolvido com os vizinhos em uma espécie de culto satânico cujo objetivo seria roubar a sua cria, fecundada pelo próprio Satanás. Essa última frase parece resumir o filme todo, mas não se preocupe, em nada estragará o suspense contínuo e o ar de desespero que permeia o filme do começo ao fim. Amo muito!

The Godfather: Part II – O Poderoso Chefão Parte II – 1974

Irmãozinho querido!

A segunda parte dessa trilogia funciona muito bem como um filme completo e é considerada por muitos como o melhor da série. É lógico que vale muito a pena assistir ao show de Marlon Brando em “O Poderoso Chefão” e com certeza você irá se importar muito mais com a trajetória de Michael Corleone ao fazer isso, mas para adentrar a madrugada do dia primeiro, esse filme é mais do que suficiente.

A trama se divide em duas grandes histórias, a primeira foca no passado de Don Vito Corleone, papel imortalizado por Marlon Brando no primeiro filme, mas que aqui passa para as mãos de um jovem e marcante Robert De Niro, enquanto a segunda se passa em 1958, focado nos desdobramentos da história de Michael, após assumir o papel de Chefão ou “Don”, tendo que lutar pela proteção de sua família após um atentado à sua vida.

Uma das frases mais emblemáticas do protagonista e da trilogia de Francis Ford Coppola, saíram da boca de Al Pacino, quando ele encontra seu irmão traidor em uma festa de Reveillon em Cuba, ao mesmo tempo que a revolução se desenrola no país.

“You broke my heart, Fredo.”


Arrepio só de lembrar!

Os Caça Fantasmas 2 – Ghostbusters II – 1989

Qualquer filme com Bill Murray já merece entrar em qualquer lista de melhores filmes, mas estamos aqui falando de um dos melhores filmes de ação e comédia dos anos 80. Tá, ok, não é tão bom assim, mas guarda um espaço cativo em nossos corações aqui no CnC. Os Caça-Fantasmas 2 condensa tudo que você pode procurar num blockbuster dessa época: Efeitos práticos a dar com o pau, ou seja, muita meleca espalhada pelo cenário, nada dessas babas de CGI que vc está acostumado a ver. Trilha sonora com muita música pop e sintetizadores. Um roteiro beeem esquemático, beeem Spielberguiano e, claro, Rick Moranis.

Se você ainda precisa de alguma desculpa para assistir, saiba que no auge da invasão sobrenatural (ou seria paranormal) em Manhattan, os Caça-Fantasmas utilizam a Estátua da Liberdade como um grande “Meka” para descer a porrada nos fantasmas em plena noite de Ano-Novo.

Quem não ama uma grande maquetona?

Harry e Sally, Feitos um para o outro – When Harry Met Sally – 1989

Muito marmanjo foi arrastado para o cinema para assistir “Harry e Sally…”, uma comédia com a ex-namoradinha da América, Meg Ryan e Billy Crystal, aquele que apresentava o Oscar há 20 anos atrás. O argumento do filme até que envelheceu bem, pois foca em desenvolver aquele velho questionamento: Podem um homem e uma mulher serem apenas amigos? A resposta final vem exatamente durante a contagem regressiva em uma festa de Reveillon.

Esse filme também traz a já histórica cena de uma jovem Ryan fingindo um orgasmo no meio de um restaurante lotado, apenas para provar ao personagem de Crystal que os homens não sabem distinguir um real de uma simulação.

Harry e Sally…”também pode ser considerado um dos precursores de muitas das comédias românticas que dominaram os anos 90, ou seja, por conta deles fomos obrigados a ver “Mensagem para Você”e agora não temos como desver, mas ainda é um filme fofinho e com diálogos espertos que vai te fazer dormir com um sorrisinho de canto de rosto.

O Diário de Bridget Jones – Bridget Jones’Diary – 2001

Sendo um dos maiores prazeres culpados desse que vos fala e sabendo que o filme começa no dia de Ano-Novo e termina na noite de Ano-Novo, não teria como deixar a história da “patinha-feia” interpretada por Renée Zellweger de fora.

Bridget Jones é uma personagem que equilibra muito bem as inquietudes, dúvidas, crises e desejos de muitas mulheres de seu tempo, funcionando quase como um “Zeitgeist”, o que garantiu a imediata identificação com as expectadoras da época, tornando esse um grande sucesso dos anos 2000.

O filme ainda desce muito bem, obrigado, Renée chegou a ser indicada ao Oscar por sua atuação aqui, assim como o roteiro adaptado do livro original homônimo de Helen Fielding.

Rent, Os Boêmios – Rent – 2005

Versão cinematográfica do musical homônimo da Broadway de 1996, “Rent”se passa entre os anos de 1989 e 1990 e e trata da história de um grupo de jovens boêmios do East Village em Nova Iorque, envoltos em uma realidade de liberdade sexual, drogas e o avanço agressivo da AIDS naquela época.

Quatro dos oito protagonistas são portadores do HIV em diferentes estágios.

Mesmo tratando de temas tão sérios, o filme tem um clima relativamente leve e colorido graças à mão de Chris Columbus, diretor dos dois primeiros Harry Potter e de Esqueceram de Mim. A disparidade entre a proposta do musical e o diretor escolhido talvez tenha sido a principal causa da derrocada do filme nas bilheterias e mesmo entre os críticos da época, mas apesar disso é um filme que eu gosto e recomendo.

As músicas são excelentes, tiveram seus arranjos preservados e seis dos atores simplesmente transladaram suas atuações da peça original da Broadway para o cinema, incluindo Idina Menzel e sua poderosa Maureen.