Cyberpunk 2077: Um ensaio sobre a piroca

Se você acompanhou sequer um tiquinho do mundo dos games nos últimos meses, deve pelo menos ter ouvido falar em Cyberpunk 2077 – o novo e ambicioso game da CD Projekt Red, produtora de games polonesa (mesma da excelente série The Witcher).

Também deve ter ouvido falar (ou não) de sua vertiginosa ascenção e queda. Por ser o “herdeiro espiritual” de Witcher 3, o hype era enorme – e a responsa também. Isso fez com que o lançamento do game fosse adiado diversas vezes até seu derradeiro lançamento agora, dia 10/12. Lançamento este repleto de problemas (e bugs), onde reportadamente o jogo está praticamente injogável em algumas plataformas (PS4, por exemplo).

Lançaram o infame Patch “Day 1” quase do tamanho de outro jogo (50 GB) para tentar arrumar, mas muitos problemas ainda permaneceram. Fato é que isto comprometeu a experiência de muita gente.

Bug pra que te quero!

Como sempre, muito mais impressionante nos vídeos do que no produto final.

Não é o primeiro e nem será o último jogo que terá seu lançamento comprometido pela abudância de bugs. Como exemplos de grandes jogos bugados no lançamento podemos citar: Assassin’s Creed Bugnity, Fallout 4 e… Skyrim.

Isso mesmo, o Skyrim tão amado por todos e que hoje já foi tão otimizado que é capaz de rodar até numa torradeira, no início lááá em 2011 era um caótico oceano de bugs.

E o hype?

Também não é o primeiro e nem será o último jogo que terá seu lançamento comprometido pelo excesso de hype. Exemplos clássicos são o primeiro WatchDogs e No Man’s Sky.

E, antes que digam que estou passando paninho para machisto a desenvolvedora, deixa eu explicar aonde eu quero chegar: A CD Projekt Red nunca deixou sua fanbase na mão. De “mimos” como mapas, adesivos e CD com trilha sonora em edição até abundantes DLCs gratuitos, eles sempre tiveram uma política voltada para o “de gamers para gamers”.

Vejam o No Man’s Sky que citei há pouco por exemplo. Quando foi lançado, acabou sendo uma das maiores decepções da história dos games. Agora, em 2020 até ganhou um prêmio no VGA por “Best Ongoing Game”. Uma redenção tardia para um game que sempre teve um grande potencial. E os desenvolvedores também não desistiram, sempre melhorando e adicionando novos conteúdos. E eu acredito que Cyberpunk 2077 tem tudo para seguir pelo mesmo caminho.

Talvez a CDPR tivesse conseguido lançar um produto mais refinado se não tivesse gasto tanto tempo em… pirocas!

Mas, e as pirocas?

Keanu Reeves tá de olho na sua rola kkkkkkkjjj

Sim, não esqueci das pirocas! Como ainda não fui longe o suficiente no jogo para fazer um review com propriedade, vou falar de uma coisa que já vi muito no game (e sem nem sair da tela de criação de personagem): rolas.

Isso mesmo, R-O-L-A. Pinto, jeba, trolha, cabeção, pemba, vara, pau, piroca ou o famoso caralho mesmo.

E tem pra todos os gostos: grande, pequeno, com fimose, sem fimose, tudo vai de acordo com o gosto do freguês.

Inclusive a presença de genitais protagonizou um dos bugs mais divertidos do game até aqui.

Bug fazia com que você ficasse com o pau pra fora da calça como se fosse um tarado.

Botar pinto nos jogos (ui!) não é novidade: GTA IV já fez, e, mais recentemente o jogo de survival Conan Exiles também permitia que você criasse um roludo e saísse balangando seu membro por aí em toda sua glória. Mas em GTA foi apenas em uma breve cena, e Conan está longe de ser um jogo “triple A”. Então foi a primeira vez que a piroca entrou com força em uma escala global.

Mas sinceramente? A inclusão de genitais no jogo no final das contas me pareceu um capricho um tanto desnecessário. E não, você não enxerga a própria rola se olhar pra baixo durante o jogo (você está sempre de cuequinha).

A física também ficou engraçada: Seu piru parece mais uma maria-mole balangando ao vento quando você gira . Mesmo o game do Conan que se gabava de ter criado um a física complexa só pro taco e as bolas tinha o mesmo efeito.

E vou ficando por aqui porque minhas piadas sobre pinto se esgotaram. Bolas, pintos e bugs à parte, dêem uma chance ao jogo, ele definitivamente merece uma segunda chance!

Ah! E xoxota só tem um modelo.

Novidade: Bug do bunda-lê-lê

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