5 RPGs Essenciais – Master System

Hoje o CNC inaugura uma série de posts (que provavelmente será abandonada no meio, como tudo neste site), que listará o 5 RPGs essenciais de cada plataforma. São aqueles jogos realmente indispensáveis do console, e que deveriam ser jogados por todos os apreciadores do gênero.

Originalmente este post era pra ser um podcast mas (para variar) os CNCs não chegaram a nenhum consenso, já que o Mamika só gosta de Persona e o Gordo… bom, o Gordo não gosta de nada. Então coube à única pessoa com bom senso e bom gosto deste site (no caso eu) compilar as listas definitivas.

Começaremos com a geração de 8 bits, já que antes disso nenhum jogo poderia ser realmente classificado como RPG. A bola da vez é o Master System.

Porque o Master System? Bom, porque ele só tem 5 RPGs mesmo, aí fica mais fácil fazer a lista huahuahuahuahuah.

Os jogos não estão em nenhuma ordem em particular, apesar de Phantasy Star tem um lugarzinho especial no meu coração:

Phantasy Star

Phantasy Star foi um jogo anos à frente do seu tempo, tanto em gráficos, como em história e jogabilidade, e é possivelmente o melhor RPG da geração 8-bit, e inspira RPGs de ficção científica até os dias de hoje.

Os gráficos eram extremamente bem trabalhados, e se assemelhavam mais a um jogo de 16 bits (e não 8).

O enredo, apesar de ser mais uma clássica história de vingança, fugia do lugar-comum: em uma época que todos os RPGs bebiam da fonte da alta fantasia medieval de Tolkien, Phantasy Star foi um dos primeiros (se não O primeiro) a investir em um cenário de ficção científica, com aliens, exploração espacial e uma trama futurista que misturava mágica e tecnologia através de um sistema solar consistido de três planetas, todos exploráveis e cada um com seu visual e oponentes específicos.

Exploração de calabouços em “3D” até então era exclusividade de PCs.

A exploração dos calabouções em primeira pessoa em “3D” também era impressionante para época e tirou leite de pedra do Master System.

Alis e sua gangue: Myau, Odin (Tyron no original) e Noah (Lutz no original).

Aliás, a personagem principal, Alis, foi uma das pioneiras do protagonismo feminino no mundo dos games. Como curiosidade, também foi um dos primeiros games na história a ser localizado em português do Brasil, pela nossa nacionalíssima TecToy!

Da época que era normal fazer bullying com o consumidor.

Ys – The Vanished Omens

Outra série que os jogadores “das antigas” conhecem bem, Ys é considerado um dos precursores dos RPGs eletrônicos.

Adol Christin (protagonista de todos os games principais da série), parte em uma missão para encontrar os seis livros de Ys, que trazem o segredo da antiga ilha de Ys, que desapareceu do mapa, literalmente.

O primeiro de muitos perrengues que Adol passará em sua vida…

O primeiro Ys foi lançado pra dezenas de plataformas (incluindo computadores antigos e até Nintendinho 8 bits), mas a versão do Master System se destacou por ser uma das que possuía os melhores gráficos e uma jogabilidade mais fluida.

Porque ninguém quer falar com o careca?

Vale dizer também que a trilha sonora foi composta por ninguém menos que o Yuzo Koshiro, famoso por ter feito as músicas do Sonic 1 para Master System e de Streets of Rage do Mega. Ys 1 e 2 tiveram vários remakes para plataformas mais modernas ao longo dos anos, mas o original ainda possui um certo charme e merece ser conferido.

Golvellius – Valley of Doom

Desenvolvido originalmente para o sistema MSX em 1987 pela saudosa Compile, Golvellius é um RPG de ação que chegou no Master System um ano depois, pelas mãos da Sega, que não apenas adaptou o game para o seu sistema de videogame, mas melhorou e introduziu vários novos elementos.

O game oscila entre momentos vistos de cima, como um RPG tradicional…

A missão do jogador é controlar o jovem herói Kelesis e explorar o reino de Aleid, derrotar demônios terríveis pelo caminho, salvar a princesa que foi raptada e encarar o monstrão chamado Golvellius.

… e de visão lateral, como um jogo de plataforma.

Uma aventura épica que se desenvolve com cenários de visão aérea e lateral. Por alterar entre momentos “vistos de cima” e outros de “visão lateral” como um game de plataforma, é o único da lista que pode gerar um certo debate se é um RPG ou não. Mas como a lista é minha, então foda-se.

Miracle Warriors: Seal of the Dark Lord

Pra salvar o mundo do mal, é preciso ter um baita narigão!

Lançado em 1986 para o Master System, Miracle Warriors é um RPG bastante tradicional (e com toda cara de “jogo antigo”), onde você assume o comando de quatro guerreiros, cada qual com sua habilidade específica. Na verdade esse game é remanescente de uma época em que “jRPG” ainda não era um gênero de games bem definido, e os RPGs orientais tentavam simular a experiência de um RPG de mesa.

Provavelmente o jogo mais bipolar que você já jogou na vida!

As telas são divididas em quatro partes, sendo que na parte superior esquerda tem os personagens em primeira pessoa, no lado direito tem sua posição no mapa, e em baixo tem os dados dos personagens.

É sério, não dá pra entender metade das coisas que se passam nessa tela!

O título contava com bastante conteúdo, ainda mais se tratando de um game 8 bits. Tanto o mapa quanto a história são bem extensos e, mesmo com um detonadão, o jogador levaria em torno de impressionantes 7 horas para finalizá-lo (na época era coisa pra caralho).

Golden Axe Warrior

Jogo que foi a resposta da SEGA a The Legend of Zelda (pra não dizer que foi kibado na cara dura), Golden Axe Warrior foi um spin off da saga original que ficaria imensamente popular no Mega Drive e arcades.

Naquela época tudo era permitido, até plágio na cara dura.

O game é um RPG de ação com um enredo extremamente original (só que não) onde você encarna um jovem guerreiro que busca vingança pelo assassinato de seus pais. O vilão Death Adder, do Golden Axe original, também é o “big bad” da vez aqui.

Apesar de ser um genérico do Zeldinha, um cartucho original de Golde Axe Warrior hoje é extremamente raro e vale uma pequena fortuna. Se você possui um, guarde-o com carinho.

E estes foram os 5 RPGs essenciais para o Master System! Não percam o próximo artigo da série, quando falaremos dos 5 esssenciais para o… Nintendinho 8 bits.

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