5 jRPGs Essenciais – Super Nintendo

Agora a briga é de gente grande! O Super Nintendo foi o console responsável pela chamada “Era de Ouro” dos jRPGs, com alguns títulos sendo considerados referências do gênero até os dias de hoje. Com um rol de jRPGs invejável por qualquer outro console, dá pra imaginar que não foi uma escolha fácil. Novamente, com nos outros top 5, vamos cagar algumas regras pra não virar bagunça:

  • Só vale um jogo de cada série / franquia (e.g. um Final Fantasy ou um Dragon Quest).
  • Tem que ser “visto de cima” ou de um ângulo isométrico. Sidescroller com elementos de RPGs não vale.
  • Dungeon Crawlers como Arcana e outros com perspectiva em primeira pessoa também não estão sendo considerados.
  • O foco são os RPGs japoneses (os jRPGs) então games como Shadowrun e outros ficam de fora.
  • Só jogos que foram oficialmente localizados em inglês, ou seja, que sejam de fácil alcance a todos.
  • Novamente, eles não estão em nenhuma ordem em particular (ou está?), isto não é um ranking, todos os jogos são excelentes e merecem ser jogados.

Chrono Trigger

Indipensável e clássico absoluto do gênero até os dias de hoje, Chrono Trigger é praticamente a definição de tudo que gostamos em um jRPG: personagens carismáticos, história envolvente e uma trilha sonora sensacional… sem mencionar a jogabilidade que, mesmo sendo combate por turnos, permanece super atual e consistente.

Não obstante ainda é considerado por muitos (eu inclusive) o melhor jRPG já criado.

Final Fantasy III (VI)

Disputando unha a unha com Chrono temos Final Fantasy III (o VI japonês). O game também quebrou paradigmas ao trazer uma história mais madura e um tom mais soturno para um gênero que é em vias de regra multi-colorido e vibrante.

Também foi o primeiro game da franquia a deixar de lado a história dos cristais e focar em tramas mais políticas e sociais.

Uma quantidade enorme de personagens jogáveis e customização através dos Espers deixa a jogabilidade extremamente variada, e a exploração mais “mundo aberto” a partir da segunda metade do jogo instigava o jogador a revirar pedra atrás de pedra em busca de um novo segredo.

Junto com Chrono é outro clássico atemporal que se segura muito bem até para os padrões de hoje.

Secret of Mana (Seiken Densetsu 2)

Único representante dos RPGs de ação na lista é não é por menos: Secret of Mana é um dos jogos mais vibrantes e divertidos do console 16 bits da Nintendo, que ainda é coroado com um modo multiplayer para 2 ou 3 pessoas, o que deixa ainda mais legal.

Infelizmente o jogo sofreu um pouco na fase de produção, já que foi concebido originalmente para o acessório de CD da Sony / Nintendo, então o segundo ato não tem todo o brilho e genialidade do primeiro, mas nem por isso deixa de merecer essa vaguinha no Top 5. As idéias não utilizadas em Secret of Mana devido à essas limitações acabaram sendo reaproveitadas em outros games da Square, como o próprio Chrono Trigger.

Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars

Fruto de uma bem sucedida parceria da Squaresoft com a Big N, o que pode parecer a princípio como uma baita estratégia caça-níqueis é na verdade um excelente jogo e uma bela introdução ao mundo dos RPGs.

Com belíssimos gráficos pré-renderizados já do final da geração, jogabilidade acessível e uma boa trilha sonora, as estrelas tanto da Nintendo e da Square brilharam (trocadilho não intencional) para coroar os últimos anos do Super Nintendo e encerrar a geração com chave de ouro.

Mas não se deixe enganar pelo visual fofinho, pois o jogo é extremamente desafiador e pode fazer até o maior veterano do gênero suar em algumas partes!

Lufia II: Rise of the Sinistrals (Estpolis II)

Único game da lista que não tem o dedo da Squaresoft, Lufia II é um azarão que correu por fora, mas arrisco dizer que é um dos mais completo (se não O mais) completo jRPG da geração 16 bits.

O jogo é um prequel do desconhecido primeiro Lufia (que o Mamika adora, mas vai por mim ele não envelheceu muito bem), e conta a história de Maxim e sua turma, e como eles salvaram o mundo dos Sinistrals (tipo uns cavaleiros do apocalipse) 100 anos antes dos eventos do primeiro game.

Porque ele é completo? Além dos tradicionais elementos do gênero (combate por turnos, vários personagens, trilha sonora foda, etc), Lufia se destacava muito pelos engenhosos puzzles distribuídos ao longo de suas dungeons (muitas vezes bem desafiadores), e também algumas mecânicas bem inovadoras para a época como a capacidade de criar monstros para ajudar no combate (no melhor estilo Pokémon – detalhe, antes de Pokémon virar moda), armas com ataques especiais que se assemelham aos “Limit Breaks” que só veríamos em FFVII no PS1, e por aí vai… eram várias camadas que adicionavam diversas nuances e possibilidades em combate.

Menções Honrosas:

  • EarthBound: Não está na lista pois já coloquei Mother 1 no top do NES
  • Breath of Fire 1/2: Preferi deixar um game da franquia pra próxima geração (PS1)
  • Illusion of Gaia: Um clássico dos action-RPG, mas Secret of Mana contava com opção multiplayer.

No próximo episódio… um salto de geração! Vamos falar dos melhores jRPGs da era 32 bits no… Playstation, outro console que teve MUITOS grandes representantes do gênero! Não percam!

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