SaGa Frontier Remastered

A gangue toda reunida.

SaGa é uma longeva franquia da toda poderosa SQUEENIX, mas que nunca atingiu tanta popularidade (principalmente no ocidente) quanto seus primos ricos Final Fantasy e Dragon Quest. Possivelmente (e provavelmente) devido à sua maior complexidade, número de personages selecionáveis e não-linearidade.

Contudo, o jogo viu sua popularidade crescer recentemente, com as remasterizações de Romancing SaGa 2 e 3, SaGa Scarlet Grace (essencialmente um remake de RS1), coletânea dos três primeiros SaGa de Gameboy (aqui batizados como Final Fantasy Legends) no Switch, e por aí vai.

Então o próximo na lista dos remakes / remasters naturalmente seria o primeiro SaGa Frontier, também o primeiro da série nos 32-bits, lançado há quase 24 anos no Japão.

Saga Frontier teve uma história conturbada. Ele foi lançado à sombra de Final Fantasy VII , que foi a febre da época e responsável por popularizar o gênero do jRPG no mundo inteiro. Então todos estavam esperando por seu sucessor espiritual, o próximo grande jogo da então Squaresoft. Mas é claro que o jogo não era o que o grande público esperava, e acabou não sendo o sucesso comercial esperado.

Pelo mesmo motivo, o game teve sua produção apressada e muito conteúdo ficou deixado de fora, e também várias partes ficaram evidentemente incompletas.

Mas, finalmente, em Abril deste ano, a SQUEENIX finalmente lançou este clássico repaginado (e caro pra xuxu) na nova geração, prometendo conteúdo inédito pra fechar as lacunas do original e repleto de “QoL” para que você não lembre o quanto era frustrante jogar essa merda lá em 1998. Só pra vocês terem uma idéia, o jogo original do PS1 pra salvar precisava de 2 blocos de memory card por personagem mais um geral para o “system data”. Como são 7 personagens, estamos falando de 15 blocos no total. Isso mesmo, se você quisesse ver tudo o que o jogo tinha pra oferecer, tinha que usar um fodendo memory card só pra ele, LOL!

E aí, o remaster vale a pena? A resposta curta é: SIM! Como o jogo teve que ser refeito praticamente do zero, a equipe realmente se esmerou em trazer a experiência original, ao mesmo tempo em que traz facilidades de jogos modernos como veremos a seguir.

Porém a expansão da história que prometeram com a adição de um novo protagonista (Fuse) deixa muito a desejar, e tem cara de gambiarra. Mas faz o serviço de pelo menos preencher alguns furos bizarros que existiam no original.

Eu sempre fui o gordinho dos RPGs, e acesso à esse tipo de jogo aqui no Brasil (mesmo “paralelos”) era difícil, quando botei as mãos em uma cópia de SF (ainda no hype de FFVII), joguei até destrinchar o jogo. Então, antes de dar meu parecer final, preparei um mini guia / manual / livro de dicas / segredos / novidade do remake abaixo:

Personagens

SaGa Frontier conta com 7 protagonistas (mais um inédito do remaster), cada um com sua missão principal, antagonista e alguns personagens exclusivos. As histórias se cruzam em alguns momentos em sidequests, ou em personagens jogáveis que compartilham histórias cruzadas.

Red: Filho do Dr. Okonogi, sobrevive à um acidente orquestrado pela organização Black X e recebe os poderes de Alkaiser (um defensor máscarado) para lutar contra a Black X e vingar a morte do seu pai. A história de Red é uma clara paródia / homenagem aos “Tokusatsus” (Jaspion, Jiban, etc) com todos os estereótipos do gênero.

Emilia: Emilia era uma super modelo que foi injustamente acusada de matar seu noivo. Ela foge da prisão para encontrar o verdadeiro responsável (o misterioso “Joker”) e provar sua inocência.

Blue: Um dos feiticeiros gêmeos do Magic Kingdom (não o da Disney). Ele e seu irmão Rouge viajam pelas regiões em busca dos vários dons da magia até que eles possam se enfrentar em um duelo mortal pra provar quem é o Feiticeiro Supremo (que também não é o Dr. Estranho).

Asellus: Uma adolescente comum que se torna imortal ao ser fatalmente ferida e receber sangue de “Mystic” (uma espécie de vampiro no mundo do jogo). Ao ser tomada como noiva à força por Orlouge, o rei dos Mystics, ela se rebela e passa a combater a aristocracia de pseudo-vampiros.

T260G: Um simpático robozinho que perdeu sua memória e parte em busca de recuperar sua diretriz perdida. E – porque não? – salvar o mundo no processo.

Riki: Um jovem monstro da vila da Margmel, que existe no espaço / tempo entre as regiões. Com seu mundo à beira do colapso ele parte em busca dos sete anéis do poder que podem realizar qualquer desejo! Que original!

Lute: Um ministrel folgado que só quer sombra e água fresca. Mas as coisas mudam quando ele descobre uma conspiração de que o presidente de uma grande corporação pode estar por trás da morte de seu pai. Provavelmente é o personagem mais equilibrado da turma, aceita qualquer tipo de build, mas não é excepcional em nenhuma delas

Fuse: O investigador da IRPO e protagonista inédito do remaster (apesar de ser recrutável no jogo original). A campanha de fuse funciona de uma maneira diferente, pois ele investiga os casos dos demais personagens, então é como se fossem 7 mini-aventuras sempre culminando no último chefe de quem ele está investigando no momento.

Ordem Sugerida

Um dos pontos que costuma afastar novos jogadores da série é sua não linearidade, diferente da maioria dos jRPGs, a série SaGa normalmente te dá uma liberdade maior que demais jogos do gênero, e SaGa Frontier não é exceção. Contudo, alguns cenários seguem uma narrativa mais linear que outros… por isso preparei essa ordem de personagens sugerida para que novos jogadores não se sintam intimidados pelo game.

Como muitos personagens retornam em mais de um cenário, essa ordem também é perfeita para quem quiser utilizar o recurso de New Game+ do remaster para carregar níveis e itens entre uma jogatina e outra:

  1. Red: De longe o que tem a história e progressão mais linear de todos, mas que ainda te dá um certo grau de liberade em explorar e procurar sidequests. Ideal pra se familiarizar com as mecânicas do jogo e com as regiões.
  2. Emilia: Não tem uma “main quest” tão extensa quanto Red, mas também é um pouco mais linear que as demais. A vantagem é que fazer as quests das Runes com a Emilia é praticamente obrigatória, o que ajuda no próximo cenário recomendado, que é…
  3. Blue: A main quest de Blue é apenas conseguir os dons da magia para enfrentar seu irmão em um duelo (missões que são opcionais nos demais cenários). Encarar as missões de Arcanos com Red e Runas com Emilia ajuda a dar um norte sobre como prosseguir com Blue
  4. Asellus: Asellus tem uma missão principal bem presente, e grande parte do conteúdo original do remaster é no cenário dela. Contudo, em algum momento do cenário dela você precisa viajar pelas regiões onde você será emboscado por alguns chefes, o que já exige um pouco mais de familiaridade com o mundo do game que os cenários anteriores.
  5. T260G: Provavelmente o cenário mais original de todos, e também com bastante conteúdo próprio. Porém, os robôs / Mecs seguem um sistema de progressão diferente dos humanos (os status são baseados nos itens que você tem equipados, e não progressão por batalhas). Tem alguns Mecs que são exclusivos do cenário de T260G, e vale a pena considerar usar mais de um em sua party ativa – ainda mais que seu último chefe tem um ataque que dá “insta-kill” em humanos.
  6. Riki: Considerado por muitos como o cenário mais difícil de todos e não é à toa: como os Mecs, monstros tem um sistema de evolução diferente (e ainda mais complexo). Não bastasse isso, a missão de Riki pelos anéis ainda contém alguns dos bosses mais frustrantes (inclusive um baseado em combos para vencer).
  7. Lute: Se Riki é o mais difícil, porque deixar o Lute por último? Ora, é bem simples! A main quest de Lute é praticamente inexistente, consiste apenas de uma introdução e a dungeon final! Para você não apanhar feio do chefão, é necessário ou fazer algumas sidequests (com as quais você já deve estar familiarizado a essa altura), ou utilizar New Game+ (Lute pode já estar monstrão, já que ele é recrutável em todos os cenários… issso vai te poupar algumas horinhas de grind!)
  8. Fuse: E, para coroar o final, fazer todos os 7 mini cenários de Fuse! Alternativamente, você pode alternar entre terminar um cenário normal e seu correspondente do Fuse (e.g. você termina com o Red e na sequencia vai jogar com Fuse investigando o caso do Red). Lembrando que no cenário do Fuse você pode encarar todos os demais chefões finais dos personagens que você, o que vai progressivamente aumentando a dificuldade do chefe final “real” daquele cenário.
Na sala de reuniões em IRPO (antes do chefe final), você pode lutar com os demais antagonistas – assumindo que você tenha recrutado todos os personagens principais em um só cenário, conforme a foto acima.

Dream Super Combo (DSC)

SaGa Frontier pode ser um jogo extremamente difícil, principalmente se você estiver despreparado. Os inimigos escalam com seu nível, super bosses pulam em você do nada, e por aí vai… Então pra não ser pego com as calças curtas o jogo possuim alguns habilidades e equipamentos capazes de deixar os membros do seu grupo extremamente poderosos, quebrando o game até.

O mais famoso / infame de todos é conhecido como Dream Super Combo (ou DSC). É uma habilidade secreta do game que é obtida atravéis de 4 skills “normais” de artes marciais, e que se conectarem causam até 20k de dano! São elas:

  • Slide (originalmente Sliding)
  • Suplex
  • Giant Swing
  • Collapse (originalmente Babel Crumble)

Habilidades em SF aparecem como “idéias” em meio ao combate, então utilizar habilidades semelhantes facilita o processo. Slide é aprendida através de “Kick”, Suplex através de “Punch” e as outras podem ser aprendidas usando Suplex. Quando estiver com as quatro skills equipadas em um personagem, “DSC” aparece automaticamente no fim da lista. Daí, é só alegria! Importante: não é sempre que os 4 movimentos conectam, então o dano pode ser menor do que o esperado. Alguns chefões (como o Earth Dragon) também são imunes ao combo.

Indispensável dizer também que alguns personagens tem mais inclinação para as artes marciais, como: Fei-On, Liza, Emilia, Red, Fuse e até Lute.

Takonomics

SIM!! A manha de dinheiro infinito do original ainda existe! YAY!

Dinheiro é bem difícil de conseguir em SF. BEEEEEM difícil. E, embora não seja indispensável, ele ajuda um bocado para conseguir bons equipamentos (principalmente nos primeiros playthroughs onde você ainda não tem as manhas de onde estão os melhores equipamentos).

Mas tem um jeito Ronaldinho Gaúcho de dibrar a falta de grana e rapidamente os bolsos de dinheiro. Essa manha no jogo original era meio que um bug, mas felizmente os desenvolvedores resolveram manter (aparentemente de propósito) na versão remasterizada. Vou tentar explicar da maneira mais sucinta possível, já que vários guias na internet mais complicam do que ajudam:

  1. Vá para cidade de Scrap, na loja de Sucata (Junk Shop).
  2. Pague 500 creditos para pegar 3 itens nas pilhas de lixo.
  3. Pegue APENAS DOIS ITENS!!! IMPORTANTE!!!
  4. Volte ao vendedor e “venda” uma Hyperion Bazooka (não importa se você não tem uma, apenas tente vendê-la)
  5. Volte para a pilha de lixo e agora você poderá coletar 7 itens!!
  6. Repita os passos 3 e 4 (no caso do passo 3 agora pode pegar até 6 itens, só garanta que você sempre tenha 1 disponível)
  7. Os itens das pilhas melhoram à medida em que você repete este truque, você também pode revender alguns “Repair Kits” para juntar uma graninha – e também dizem que isso acelera o processo de melhoria de itens
  8. Quando você tiver uma caralhada de itens, voe para Koorong e revenda todo o excedente nas lojinhas.
  9. Quando você tiver cerca de uns 14.000 créditos, vá para Nelson (através do porto de Owmi) e torre toda a grana em barras de ouro (que valem mais do que dinheiro)
  10. Volte para Koorong e venda seu ouro inflacionado na loja ao lado do aeroporto.
  11. Repita os passos 9 e 11 até juntar uma grana preta!
  12. Pronto! Agora é só fazer a festa!

Conteúdo Inédito

Mas o que tem de novo no remaster? Tem coisa nova mesmo ou a SQUEENIX só está requentando a marmita pra variar? Pois é, então vamos lá!

New Game+: Como o próprio nome já diz, seu melhor companheiro pra aliviar na hora do grind… principalmente quando você tem 8 cenários para zerar!

Quest Log: Finalmente você não ficar mais por fora do que bunda de macaco sobre o que está rolando!

Galeria de Arte: Grandes bosta, Balão. Próxima!

Melhorias na Interface: Os menus agora estão muito mais agradáveis. O limite de recrutar até 15 personagens também foi removido, adicionaram um “banco de reservas”. Acredite, 15 personagens em SF não é muito (principalmente quando alguns personagens inúteis se infiltram em seu grupo indesejavelmente, ferrando seu planejamento).

Mini-Cenários de Fuse e novos finais: As histórias de Fuse servem principalmente para fechar alguns buracos das histórias principais, trazer algumas cutscenes finais novas e camadas adicionais de desafio ao “empilhar” os chefes finais em seqüência.

Expansão das Histórias Originais: Na verdade, somente o cenário de Asellus ganharam novas cutscenes em Furdo’s Workspace e Bio Research Lab (lugares presentes no game original, mas que estavam apenas largados ali sem grandes explicações). Não que as novas cenas sejam dignas de um Oscar, mas pelo menos taparam alguns buracos bem evidentes.

Sala de Programadores do Remaster: o jogo original já contava com uma “sala de programadores” chamada 2nd Div (segunda divisão, propício…) onde você podia ver algumas estatísticas, ter a revanche contra os chefões finais e enfrentar uma versão ainda mais poderosa do já temido Ring Master (chefão final de Rikki).

Para o remaster criaram uma “dev room” baseada no cenário do cassino em Baccarat. Nele você encontra um monte de piadinhas jocosas e um superboss Ninja apelão do caralho que não consegui matar até agora. Ele só fica disponível ao derrotar um chefão final “buffado” de Fuse – após derrotar os outros 6 na seqüência.

Em tempo: A 2nd Div ainda está disponível no remaster, basta acabar o jogo com todos os outros personagens antes de Fuse.

Os Super Bosses

Falando em Super Chefões, temos um bocado deles! A maioria já existia no game original, mas adicionaram mais um fdp secreto caso você seja masoquista o suficiente para tentar a sorte.

Abyss Bat: Esse morcegão com cara de Waluigi não chega a ser tão difícil assim, mas ele conta com o fator surpresa já que pode te pegar de calças curtas. Ele fica em Shingrow Ruins (a espaçonave abandonada).

Ao entrar na nave, duas telas ao norte tem três inimigos: dois morcegos e um mec. Se você derrotar 13 inimigos do tipo morcego nessa sala (precisa ficar entrando e saindo), ao re-entrar na sala você vai notar que ela está vazia (ou não…). Quando você tentar andar, uma sombra se mexe no teto te dando um puta susto e fazendo você quase se cagar nas calças. É esse arrombadinho aí que te ataca.

Apesar de não ter muito HP, ele possui alguns ataques bem letais… e existe uma chance (pequena) de drop de Light Rifle, uma das melhores armas do jogo. Mesmo no remaster não colocaram nenhuma justificativa para o AbyssBat e ele continua largado ali.

Jotnar: Outro arrombado que te pega de surpresa e pode te dar um sufoco… Ele pode ser encontrado nas montanhas de Mosperiburg (durante a quest do Shield Card). Para o bonecão de neve aparecer, você precisa matar o inimigo tipo fada na primeira tela, e avançar na montanha passando por uma caverna, até uma grande área aberta circular (com inimigos javalis). Nessa tela (se você matou a fada no começo), há uma chance de aparecer um boneco de neve em três posições diferentes: esquerda, direita ou no centro (mais abaixo). Jotnar é esse do centro, os demais são apenas inimigos comuns. Caso os bonecos de neve não tenham aparecido, ou não tenha aparecido o do centro, é necessário voltar à primeira tela e matar a fada novamente (ê saco), até aparecer o correto.

No game original, Jotnar era vulnerável à magias de insta-kill, então você podia usar isto ao seu favor. Esta fraqueza foi removida no remaster, agora tem que matar na raça mesmo!

Matar Jotnar também é requisito para recrutar Suzaku Jr, personagem secreto (tipo monstro) que está congelado em uma caverna próxima.

Earth Dragon: Provavelmente o chefe mais difícil do jogo normal (e provavelmente mais que alguns últimos chefes inclusive), é encontrado no porão do Bio Research Lab. Você precisa ir até o último laboratório no porão e liberar a tranca de uma porta perto da escada em um dos computadores.

Ao falar com uma das laboratoristas guardando o baú, Earth Dragon irá te atacar! Se prepare que ele não é bolinho, e, para melhorar, ele é completamente imune ao DSC e tem grandes chances de bloquear vários ataques. Prepare-se para destrinchar seus melhores combos. Recomendo que todos os personagens estejam equipados com bons escudos (como Excel Shield ou Genbu Shield) para bloquear parte dos ataques (doídos) do dinossaurão.

A recompensa é o melhor escudo do game, Dragon Shield.

No cenário de Asellus, adicionaram uma histórinha no Bio Research Lab, sobre uma pesquisadora doida que está fazendo experimentos com sangue de Mystics, e, se você for hostil com ela, no final você enfrenta o Earth Dragon também (neste caso, ele não estará guardando o Dragon Shield).

Masked Giant: Você enfrenta Masked Giant (na verdade Berva, um dos generais da BlackX, disfarçado) durante a campanha de Red, mas é uma batalha que você não consegue ganhar (até consegue, mas vai precisar de um bocado de grind e paciência). Mas não tem problema! Você pode ter a revanche contra o gigante mascarado quando chegar no 2nd Div (a sala de programadores do jogo original). Ele tem evasão / chance de counter altíssimos, então pode ser um teste de nervos e paciência. Mas é só spammar DSC na cara dele que não vai dar nem pro cheiro!

Ring Master II: Quem volta para uma revanche na 2nd Div também é o chefe final de Rikki. Na sala do trono, onde você pode desafiar todos os chefes finais novamente, no canto superior direito você pode lutar com uma versão buffada deste que já era um pé no saco em sua encarnação normal.

Ninja: E finalmente temos este corno aqui, exclusivo do remaster. Ele está na programmer’s room nova, e só lutará contra você caso você tenha derrotados todos os chefões finais em um playthrough com o Fuse.

Ele é um Arrombado com “A” maiúsculo e você só conseguirá sequer relar nele se usar e abusar das mecânicas do jogo, principalmente .

Um combate extremamente frustrante que, honestamente, não traz recompensa nenhuma. Só recomendo se você estiver entediado realmente quiser um desafio! O mais legal é que a cada vez que você derrota, ele vai ficando ainda pior (ele tem três níveis de dificuldade).

Dicas Finais do Balão

Pra finalizar, algumas dicas do tio Balão, seu especialista residente em SaGa Frontier:

Trihorn, uma das melhores formas para Monstros.
  • Mecs: Mecs não sobem de nível, mas escalam com o equipamento que usam, quando melhor, maior seus atributos.
  • Monstros: são de longe os personagens com a evolução mais complexa do game, para conseguir as melhores formas (Trihorn, Dragão, Dullahan, etc), você precisa absorver habilidades melhores referentes às partes do corpo para evoluir: cabeça, pernas, braços, asas, chifres… tente fazer uma composição balanceada e sempre procurar absorver as habilidades mais fortes para substituir as mais fracas.
  • Para aprender novas habilidades, basta usar outras similares em combate e esperar o personagem ter uma “idéia”. Quanto mais difícil o grupo de inimigos, maior a chance de aprender novas skills
  • Sempre tenha pelo menos um espaço disponível para poder aprender novas habilidades (exceto Gun e Magias, que são aprendidas após ao combate)
  • Inimigos normais escalam com seu nível, mas tem alguns lugares no jogo que eles escalam um pouco mais e estão sempre mais fortes que você como, por exemplo o Bio Research Lab e o Pântano em York. São dois excelentes lugares para fazer grind e aprender novas habilidades!
  • Tente sempre ter no grupo um personagem com DSC para ajudar na hora do sufoco. Ter um bom mago com magias de alto nível, ou um espadachim com Gale Slash pra ajudar a controlar grandes grupos de inimigos também ajuda
  • Sempre faça pelos menos uma de cada das questlines de adquirir os dons da magia (Luz / Sombras, Arcano / Runas, Tempo / Espaço) para ganhar alguns níveis e recrutar alguns personagens poderosos como Time Lord e Kylin.
  • A sereia Mesarthim é a melhor (e quiçá única) healer do jogo. Ela está no subterrâneo da mansão em Owmi, logo após o Kraken. Para recrutá-la basta ter qualquer Mystic em sua party, EXCETO Silence. Como ele é mudo, ela vai ficar com medo e fugir.
Virgil, o Ring Lord
  • Emilia: Possui dois finais. Durante a perseguição à Joker nos esgotos de Baccarat, existe um chefe opcional (Gargantu). O melhor final (na minha opinião) é não matar Gargantu e sair dos esgotos imediatamente após entrar.
  • Asellus: Possui três finais, todos relacionados ao quanto de suas habilidades de Mystic você usou durante a campanha e se você salva ou não Gina na última dungeon. O melhor final (na minha opinião) é não usar nenhuma habilidade de Mystic e salvar Gina. Para salvá-la você precisa matar o gigante em Chateau Aguille, e abrir a janela que fica atrás dele. Depois, você deve retornar à tela anterior, a luz que entrou pela janela revela uma porta secreta, onde você deve derrotar um Griffin e salvar a moça (isso também faz com que você enfrente Rastaban no caminho para o último chefe).
  • Asellus: Não esqueça de pilhar a sala de tesouros de Orlouge quando retornar à Chateau Aiguille no final do jogo (no começo do game você não consegue ficar com os itens). Dentre os tesouros, há um Light Rifle, entre outras coisas bacanas.
  • Blue: Para trapacear em seu duelo contra Rouge, aprenda alguns golpes de espada ou artes marciais (até mesmo DSC). O irmão gêmeo de Blue é extremamente resistente à magias, mas é franguinho contra porradas.
  • T260G: Quando estiver em Tartaros, não esqueça de pegar o corpo modelo “Omega”, o mais poderoso do game.
  • T260G: Forme uma party majoritariamente de Mecs para o chefe final, ou equipe os humanos com o acessório Blood Chalice para eles não morrerem com o ataque de insta-kill
  • Rikki: Na luta contra Virgil (Ring Lord) é preciso fazer combos (níveis 3, 4 ou 5) para contar pontos e vencer a luta. Isso pode ser um pé no saco, ainda mais que não rola repetir os combos. Mas se estiver precisando de uma forcinha, um DSC conta como um combo nível 5.
  • Rikki: NÃO leve Mei-Ling como membro ativo do seu grupo para o confronto com o último chefe… você foi avisado…
  • Fuse: Fuse também pode rapelar a sala de tesouros de Orlouge durante o cenário dele com Asellus.
Não falei que 15 espaços para personagens era pouco?

Veredito

Enfim, SaGa Frontier foi um grande RPG da era do PS1 que acabou sendo meio injustiçado por um público que esperava pelo “próximo FFVII”, então fico feliz que tenham feito justiça ao jogo, ainda que tardiamente.

A SQUEENIX fez um trabalho extremamente competente com esta remasterização, muito além de “requentar a marmita”: agrada tanto jogadores veteranos como eu, mas ao mesmo tempo torna este jogo “de nicho” bem mais acessível aos novos jogadores também!

O único porém é que não desenvolveram tanto a história como poderiam. O game possui um universo riquíssimo e que merecia ser melhor explorado.

E que venha um remaster de SaGa Frontier 2!

Nossa, que sapão…

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